- O Sindicato dos Médicos do Norte anunciou pré-aviso de greve ao trabalho suplementar nos cuidados de saúde primários da ULS Alto Ave, entre 19 e 30 de junho.
- A greve denuncia o uso do plano sazonal de contingência e atendimento a utentes não inscritos como forma de impor trabalho extra.
- O sindicato sustenta que o trabalho extraordinário não pode ser a regra e reclama falta de negociação, substituída por coação.
- A medida visa proteger os utentes e a qualidade e a segurança dos cuidados, perante respostas assistenciais baseadas em trabalho suplementar não contratualizado.
- O SMN rejeita processos disciplinares contra médicos e critica práticas de intimidação, defendendo os direitos dos médicos e de quem utiliza os serviços.
O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) avisou uma greve ao trabalho suplementar nos cuidados de saúde primários da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Ave. A paralisação está prevista entre 19 de junho e 30 de junho, abrangendo os CSP da região.
A organização sustenta que o uso do plano sazonal de contingência tem sido utilizado para impor trabalho adicional. O SMN argumenta que o atendimento a utentes não inscritos tem criado situações de sobrecarga sem negociação prévia.
Segundo o sindicato, o objetivo da greve é travar abusos no horário extraordinário e proteger a qualidade dos cuidados de saúde. O movimento também aponta que as respostas assistenciais têm sido baseadas em trabalho não contratualizado.
O SMN critica a coação em vez de soluções negociadas com as equipes das Unidades de Saúde Familiar (USF). A entidade reforça que a autonomia das equipas deve ser respeitada e que o recurso ao extraordinário não pode ser a prática habitual.
Foram ainda apontadas situações como o atendimento a utentes sem inscrição ativa no Registo Nacional de Utentes (RNU). O sindicato afirma que estas situações funcionam predominantemente a custo de trabalho extraordinário.
O SMN conclui que a defesa dos direitos dos médicos está ligada à garantia de cuidados de saúde seguros, de qualidade e prestados em condições dignas. A greve mantém-se enquanto não houver modelo de organização que substitua o recurso ao extraordinário.
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