- 89 pessoas foram resgatadas da cheia do rio Sado em Alcácer do Sal entre quarta-feira e a madrugada de hoje; a maré está a subir e o pico de preia-mar (maré-cheia) estava previsto para as 06:00.
- O dispositivo envolveu cerca de 80 pessoas, entre bombeiros, militares da GNR e funcionários do município; não houve feridos.
- Na quarta-feira à noite já eram necessários 70 resgates devido a inundações, com o caudal do rio Sado a subir.
- A subida da água atingiu Grândola e Odemira (Beja); escolas em Alcácer do Sal vão estar encerradas hoje e sexta-feira, afetando mais de mil alunos que terão aulas em casa.
- Onze mortos em Portugal desde a semana passada devido às tempestades Kristin e Leonardo; o Governo decretou calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
O tempo adverso manteve em curso operações de resgate no concelho de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal. Entre quarta-feira e a madrugada de hoje, 89 pessoas foram retiradas das zonas inundadas no vale do rio Sado, segundo a Proteção Civil local.
A operação envolveu bombeiros, militares da GNR e trabalhadores do município, contabilizando cerca de 80 elementos no terreno. O comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral afirmou que a maré subia lentamente e que o pico da preia-mar estava previsto para as 06:00.
Ao longo da tarde de quarta-feira já se estimava a necessidade de resgatar 70 pessoas, dado o aumento do caudal do Sado. A situação tornou-se mais complexa conforme a água se aproximava de Grândola e Odemira, no distrito de Beja, indicou a mesma autoridade.
Operação e avaliação
Até ao momento, não foi registada qualquer vítima entre os resgatados, e o balanço indica que não houve feridos graves. As equipas continuam a monitorizar o evoluir da maré e o fluxo de água nas zonas ribeirinhas.
Medidas e contexto
As escolas de Alcácer do Sal vão ficar encerradas hoje e amanhã devido ao agravamento do tempo, afetando mais de mil alunos que devem ter aulas em casa. O Governo manteve a calamidade em 68 concelhos e lançou um pacote de apoio de até 2,5 mil milhões de euros. Onze pessoas morreram em Portugal nas tempestades Kristin e Leonardo.
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