- Quatro casas na costa de Esposende estão em risco sério ou iminente devido ao avanço do mar e à erosão provocada pela agitação marítima recente, uma em Bonança (Fão) e três em Pedrinhas (Apúlia).
- Na Bonança, uma moradia de primeira habitação ocupa um casal; o proprietário, João Carvalho, diz que há novas derrocadas e que não recebe resposta das entidades competentes, ficando a dormir num hotel.
- A casa está mais próxima da água devido ao recuo da costa ao longo dos anos; há cerca de oito anos foi colocado um enrocamento que já não funciona contra a rebentação.
- Em Pedrinhas, três habitações de segunda residência estão em situação crítica, com risco iminente de colapso; o muro de uma habitação já cedeu.
- Na frente costeira da praia Suave Mar há um bar e passadiços que cederam, mas ainda não está em perigo imediato; a gestão das ocorrências cabe à Agência Portuguesa do Ambiente.
Quatro imóveis situados na linha costeira de Esposende estão em risco sério ou iminente devido ao avanço do mar e à erosão causada pela agitação marítima recente. Os casos concentram-se na praia da Bonança, em Fão, e na zona das Pedrinhas, em Apúlia.
Na Bonança, uma habitação de primeira residência, ocupada por um casal, enfrenta derrocadas e danos recorrentes. O proprietário relatou falta de resposta por parte das entidades competentes e disse estar a dormir em hotel por temor de ficar sem casa.
O morador explicou que a casa foi erguida há mais de meio século, quando a linha de água ficava a cerca de 300 metros. O recuo gradual da costa diminuiu a distância da água, e o enrocamento instalado há cerca de oito anos já não é suficiente.
Nas Pedrinhas, três habitações de segunda residência encontram-se em situação crítica, com risco iminente de colapso. O coordenador da Proteção Civil de Esposende indicou que o muro de delimitação de uma das casas já cedeu.
Na mesma frente costeira, junto à praia Suave Mar, existe um bar cuja situação não é ainda de perigo imediato, mas pode evoluir para risco caso o mar mantenha o atual nível de agressividade. Parte dos passadiços localizados à frente já cedeu.
A gestão destas situações na orla costeira está sob a alçada da Agência Portuguesa do Ambiente, que coordena as intervenções necessárias para mitigar os riscos e monitorizar a evolução da erosão.
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