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Investimento direto da China no estrangeiro atinge máximo desde 2018

China investiu 124 mil milhões de dólares no estrangeiro em 2025, o maior desde 2018, com centros de dados e energia a impulsionarem o investimento

Centros de dados foram uma das principais áreas de investimento da China no estrangeiro em 2025
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  • A China investiu cerca de 124 mil milhões de dólares no estrangeiro em 2025, o valor mais alto desde 2018, com foco em mineração, centros de dados e energia.
  • As operações concluídas totalizaram 73 mil milhões de dólares, o maior desde 2019, refletindo o atraso entre anúncios e concretização e alguns cancelamentos.
  • Embora haja investimento em fábricas no exterior, a tendência é de declínio; as exportações continuam a principal fonte da globalização chinesa.
  • Asia manteve-se como principal destino; Norte de África registou aumento de novas unidades fabris, enquanto América do Norte, Europa e Oceânia caíram abaixo de 20% da fatia total.
  • O setor automóvel representou 13% do investimento, a menor quota desde 2020; cresceram projetos em ferro, lítio, ouro e em energia (fósil e renovável); há diferença com os dados oficiais de Pequim sobre o montante investido.

A China investiu cerca de 124 mil milhões de dólares no estrangeiro em 2025, o valor mais alto em novos acordos desde 2018, segundo a Rhodium Group. O montante representa uma subida face a 2024, impulsionada por projetos de nova geração.

Apesar de não alcançar o pico histórico de 287 mil milhões de dólares em 2016, os investimentos de 2025 concentraram-se em mineração, centros de dados e energia, que juntos somaram quase 100 mil milhões de dólares no ano.

As operações efetivamente concluídas totalizaram 73 mil milhões de dólares, o valor mais elevado desde 2019, refletindo o atraso habitual entre anúncio e conclusão, assim como cancelamentos.

Dados-chave por região e setor

A Ásia manteve-se como o principal destino, com a América Latina a seguir, impulsionada por projetos mineiros e de infraestrutura. Norte da África registou o único aumento regional em novas unidades fabris em 2025.

A Europa e a América do Norte mostraram queda, com a fatia global reduzida para menos de 20%. A Rhodium atribui a retracção à relutância de Pequim em transferir tecnologias avançadas.

O setor automóvel representou 13% do investimento, menor quota desde 2020, refletindo a desaceleração das cadeias de produção de veículos elétricos. Em contrapartida, aumentaram os investimentos em ferro, lítio, ouro e energia, incluindo fósseis e renováveis.

Além disso, houve crescimento significativo nos serviços digitais, com o Sudeste Asiático a registar um forte aumento de centros de dados, e no setor dos bens de consumo, via aquisição de marcas europeias históricas e redes de retalho.

Divergência entre dados oficiais e consultoria

A Rhodium Group aponta uma estimativa de 124 mil milhões de dólares financiados no estrangeiro em 2025, em contraste com os 174,4 mil milhões de dólares divulgados por Pequim. A diferença deve-se a receitas em dólares mantidas pelas filiais no exterior, evitando repatriamento para renminbi.

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