- No lançamento de um volume, o amigo Paulo Matos reuniu outros amigos sem o conhecimento do autor, levando-o a concluir que publicou mais livros do que recorda.
- Durante a última sessão, Paula disse que “Carlos não é boa pessoa” ao ler uma novela publicada em Espanha sobre um monstro.
- O autor questiona o que os filhos pensarão sobre ele à luz dos seus livros e dos personagens retratados, especialmente se contribuírem para dúvidas morais.
- Reflete que é essencial conhecer o homem por detrás dos livros para evitar que os filhos interpretem a sua conduta apenas através das obras.
- Conclui que a intimidade é primordial: os livros são para ele, a paternidade é para os filhos, e essa intimidade pode ajudar os filhos a entender quem são.
No lançamento de um volume que revisita 25 anos de publicações, o autor ouviu, sem o seu conhecimento, que o amigo Paulo Matos reuniu outros amigos e cúmplices para o evento. O encontro ocorreu numa livraria, em vez do Salão Nobre da Câmara, durante a apresentação final da sessão. A ocasião celebrou a obra e a relação de amizade em torno dos livros.
Durante a apresentação, Paula, entre amigos, comentou que Carlos não é uma boa pessoa, ao ler uma novela publicada em Espanha e ainda sem versão em português. A reação de parte da audiência levou a uma leitura imediata do que os leitores conhecem do escritor através das suas obras. Não houve versão em português da novela mencionada.
O autor questionou como os seus filhos irão interpretar os seus textos, especialmente se neles surgem personagens controversos. Refletiu sobre o impacto da própria conduta na percepção familiar e social, reconsiderando o que os livros dizem sobre o homem por detrás da obra. A preocupação central foi o efeito na intimidade familiar.
Contexto do lançamento
A apresentação decorreu na livraria, com a participação de amigos próximos, em tom mais reservado face aos leitores habituais. O escritor analisou a relação entre a criação literária e a vida pessoal, destacando a importância da intimidade para compreender o percurso humano.
Reflexões sobre intimidade e paternidade
O autor afirmou que pretende manter a intimidade como eixo da sua relação com os filhos. Garantiu que a paternidade é algo que pertence aos filhos, enquanto os livros constituem a ponte para entender quem foi o homem. O objetivo é que as obras contribuam para orientar os filhos, sem recorrer a explicações externas.
Entre na conversa da comunidade