- O Governo pediu aos emigrantes da construção civil que regressem a Portugal para ajudar na reconstrução das infraestruturas danificadas pelas depressões Kristin e Leonardo.
- Emídio Sousa afirmou que a ajuda é para quem tem competências na construção e que não é trabalho gratuito, referindo os 2,5 mil milhões de euros disponíveis pelo Governo, além dos pagamentos das seguradoras.
- Há escassez de mão-de-obra nacional para reparar infraestruturas públicas, fábricas e habitações, e pode haver oportunidade de negócio para empresas em países europeus com menos trabalho nos primeiros meses do ano.
- O Governo garante processos transparentes para o reembolso das despesas, oferece apoio para agilizar burocracia e aconselha que a ajuda financeira seja Canalizada através de instituições sociais ou autarquias para maior fiabilidade.
- Doze pessoas morreram em Portugal; 68 concelhos continuam em calamidade até 15 de fevereiro, com medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros, sobretudo nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.
O Governo português pediu aos emigrantes que trabalham na construção civil para regressarem a Portugal e contribuírem para a reconstrução das infraestruturas danificadas pelas depressões Kristin e Leonardo. O apelo foi feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, durante uma visita a Londres.
Segundo o governante, a ajuda é necessária porque há escassez de mão-de-obra nacional para reparar infraestruturas públicas, fábricas e habitações. A prioridade é a reconstrução, destacando que o apoio financeiro já está assegurado pelo Estado e por seguradoras, com fundos disponibilizados pelo Governo.
Emídio Sousa mencionou ainda que a oportunidade pode ser aproveitada por empresas europeias com menor volume de trabalho nos primeiros meses do ano, citando França, Suíça, Luxemburgo, Alemanha e Inglaterra. O Governo reforçou que os processos deverão ser transparentes para justificar os reembolsos.
Apoio financeiro e burocracia
O secretário de Estado garantiu que Portugal dispõe de fundos para pagar as obras, embora exista um complexo de faturação e impostos. As estruturas de missão do Governo vão agilizar procedimentos para facilitar a participação de empresários com atividade noutros países.
Contingência e fiscalização
A ênfase esteve na necessidade de evitar práticas de recolha de fundos pouco transparentes. Foi recomendado direcionar doações para instituições sociais fiáveis, como lares de idosos ou corporações de bombeiros, assegurando que o dinheiro chegue ao destino pretendido.
Situação de calamidade e impactos
Têm-se registado doze óbitos em Portugal desde o início da semana, com centenas de feridos e desalojados. As regiões mais afetadas são Centro, Lisboa e Vale do Tejo, e Alentejo. O Governo prolongou a calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos com apoio de até 2,5 mil milhões de euros.
Prolongamentos do estado de calamidade
O estado de calamidade foi decretado inicialmente entre 28 de janeiro e 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, estendido a 68 concelhos até 8 de fevereiro e, posteriormente, prorrogado até 15 de fevereiro. O objetivo é manter medidas de apoio social e económico em vigor.
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