- Em Casal do Relvas, Batalha, a Sociedade Recreativa Relvense abriu portas para a comunidade, disponibilizando arcas frigoríficas e fogões com um gerador municipal para manter o espaço ativo.
- A finalidade é permitir guardar alimentos, preparar refeições e carregar telemóveis, num recesso que já dura há cinco dias.
- O Centro Recreativo dos Pinheiros também serviu de apoio, com uma lavandaria disponível para quem não tem energia eléctrica.
- A energia foi restabelecida a cerca de 90% da aldeia através de um gerador que alimenta o posto de transformação; algumas casas permanecem sem energia devido aos estragos.
- Onze pessoas morreram em Portugal devido às depressões Kristin e Leonardo; o Governo declarou calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Em Casal do Relvas, Batalha, o clube Sociedade Recreativa Relvense transformou-se na “casa de todos” para a comunidade afetada pela depressão Kristin. O espaço abriu portas, cedendo arcas frigoríficas e fogões para armazenar e preparar alimentos. Um gerador municipal manteve o espaço funcional.
O gerador, colocado pela Câmara da Batalha, permitiu que o clube recebesse vizinhos que ficaram sem energia. Quem precisava de um lugar para guardar comida ou cozinhar encontrou apoio no espaço comunitário, agora ponto de apoio local.
Manuel José, vice-presidente da sociedade, abriu as portas pela primeira vez na tarde de hoje. Rapidamente surgiram pessoas para tomar café, carregar telemóveis e recolher alimentos para o almoço.
O restaurante de Carlos Costa reabriu na segunda-feira, ainda com fornecimento limitado de energia. Um gerador emprestado ajudou a confecionar refeições simples, mantendo o serviço de take-away para quem não podia cozinhar em casa.
Em conjunto com outros espaços de apoio, o Centro Recreativo dos Pinheiros também ofereceu recursos à comunidade, com lavandaria e apoio logístico para quem teve de reconstruir estruturas danificadas. As instalações acolheram quem precisa de serviços básicos.
Na quarta-feira, parte da energia foi reposta: o PT passa a alimentar cerca de 90% da aldeia, com exceção de algumas residências gravemente afetadas pela tempestade. Atrasos na reparação devem-se principalmente à devastação das redes de baixa tensão.
A depressão Kristin deixou cenários devastadores na região, com árvores derrubadas e coberturas danificadas. Ainda assim, a comunidade mantém os espaços abertos e reforça as ações de ajuda mútua entre vizinhos.
Para ampliar a proteção de infraestruturas, o município coordenou esforços para evitar furto de combustível e assegurar o funcionamento contínuo de geradores destinados ao abastecimento de água. Distribui-se gasóleo e manuais de operação conforme necessário.
Onze pessoas perderam a vida em Portugal desde o início da sequência de tempestades Kristin e Leonardo. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo concentram os impactos, com centenas de feridos e desalojados.
O Governo ativou situação de calamidade até ao final da semana em 68 concelhos e anunciou um pacote de apoio de até 2,5 mil milhões de euros para enfrentar os danos.
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