- A Unicef precisa de 34 milhões de dólares (28,8 milhões de euros) para apoiar as vítimas das cheias em Moçambique nos próximos seis meses.
- A prioridade é garantir água potável e saneamento adequado onde estiverem alojadas as pessoas, com mais de 75 mil/moçambicanos abrigados em 76 centros entre os afetados.
- A operação mobiliza cerca de 100 toneladas de material, com foco no saneamento e na água, em Gaza, Maputo e Sofala.
- A assistência médica e medicamentosa é também prioridade para a população vulnerável, com apoio contínuo ao setor de saúde nacional.
- A Unicef trabalha para evitar riscos de violência contra crianças nos centros de acolhimento, apoiar a educação com kits escolares e mirar atingir pelo menos 30 mil crianças nas próximas semanas.
O Unicef precisa de 34 milhões de dólares (28,8 milhões de euros) para apoiar as vítimas das cheias em Moçambique nos próximos seis meses. O valor foi anunciado por Cláudio Julaia, especialista de emergência da organização no país, em declarações à Lusa.
A prioridade é garantir água potável e saneamento onde quer que as pessoas estejam alojadas. Mais de 75 mil moçambicanos permanecem em 76 centros de acolhimento, entre 723.500 afetados desde janeiro, segundo dados oficiais.
A operação envolve a mobilização de cerca de 100 toneladas de material para Gaza e Maputo. O saneamento acabou por se revelar uma prioridade, uma vez que o número de latrinas disponíveis é insuficiente para as populações deslocadas.
A assistência médica e medicamentosa é igualmente destacada. A Unicef pretende fortalecer o setor de saúde com equipamentos e fármacos para assegurar o acesso a serviços de saúde para a população vulnerável.
A organização também trabalha para evitar riscos de violência contra as crianças nos centros de acolhimento, com ocupação adequada das crianças para evitar situações adversas. Equipamento educativo é disponibilizado para o regresso às aulas, incluindo kits escolares para alunos e professores.
A Unicef espera alcançar pelo menos 30 mil crianças com apoio humanitário nas próximas semanas, segundo o responsável de emergência. Em janeiro, a agência já alertava para a situação crítica, com acesso aos serviços básicos cada vez mais incerto.
Segundo a atualização do INDG, as cheias já afetaram 170.248 famílias. Entre 7 de janeiro e já foram registados 145 feridos, nove desaparecidos e centenas de casas danificadas pela chuva e inundações.
Desde o início da época das chuvas, em outubro, Moçambique soma 182 mortos, 289 feridos e 844.932 pessoas afetadas, de acordo com dados oficiais. As equipes de resposta mantêm o foco na proteção das comunidades mais vulneráveis.
Entre na conversa da comunidade