- O texto discute vinhos da região de Setúbal que não revelam a variedade Castelão nos rótulos.
- O Família Horácio Simões Reserva 2022 é apontado como Castelão não declarado no rótulo, ainda assim com perfil rico e vibrante.
- O artigo aponta um receio entre produtores de assumir Castelão nos rótulos, associando a casta a uma reputação negativa.
- Afirma ainda que Castelão pode ser fina, delicada e empolgante, comparando-a à Pinot Noir.
- Conclui que não há razões para manter Castelão oculto e defende o valor da casta.
Um Castelão amigável e adorável não aparece sempre nos rótulos de vinhos da região de Setúbal, mesmo quando a variedade está presente. Um exemplo é o Família Horácio Simões Reserva 2022, um Castelão que não vem identificado no rótulo como tal, mas que está presente na composição.
Há produtores na região que optam por não mencionar a Castelão nos rótulos dos seus tintos, mantendo o nome da uva discreto. O fenómeno levanta questionamentos sobre a perceção pública da casta e o seu eventual estigma antigo.
Especialistas apontam que a Castelão, hoje, pode produzir vinhos finos, delicados e envolventes, comparáveis a outras castas reconhecidas. A casta é defendida como uma expressão potenciada pela região de Setúbal, com potencial de impacto no mercado interno.
Este caso reforça a discussão sobre comunicação de uvas nos rótulos e a necessidade de clareza para o consumidor. A decisão de incluir ou omitir o nome da Castelão permanece a cargo dos produtores, sem obrigatoriedade de rotulagem explícita.
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