- Alcoutim observa com preocupação o Guadiana devido ao volume que pode chegar das barragens a montante, mesmo com o alívio por ter parado de chover.
- A água inundou o parque de estacionamento na zona baixa, e há uma barreira de areia para evitar a entrada na zona urbana.
- A descida do nível tem sido lenta na baixa-mar, subindo com a preia-mar; a previsão aponta para as 17h30, mas o cenário pode mudar se chover novamente no sábado.
- As descargas persistem nas barragens de Alqueva, Pedrógão e na de Chança, o que pode manter o Guadiana sob pressão.
- Proteção Civil Municipal e a Autoridade Marítima mantêm vigilância, com várias dezenas de pessoas a observar o evoluir da situação.
Alcoutim acompanha com apreensão o rio Guadiana, que se mantém sob controlo após a passagem de chuva. O volume de água recebido pode vir das barragens a montante, mas a previsão indica estabilidade até à preia-mar da tarde.
O coordenador da Proteção Civil Municipal, João Simões, afirmou à Lusa que a prioridade são as previsões de precipitação para sábado. A zona baixa de Alcoutim já registou inundação num parque de estacionamento, protegido por uma barreira de areia.
Apesar da boa notícia de que não se antecipa um aumento rápido, Simões alerta que a água pode subir com a preia-mar prevista para as 17h30. A prioridade é evitar que a água entre na área urbana.
Situação atual
O nível do rio está estável, com descidas pouco consistentes na maré baixa. As barragens de Alqueva, Pedrógão e Chança continuam a descarregar, influenciando o caudal na foz da ribeira que separa Espanha de Portugal, em Pomarão (Mértola).
Foi explicada a razão de não haver descidas rápidas: a água desce pouco na maré baixa e sobe com a subida da preia-mar, mantendo o equilíbrio em alguns trechos. A monitorização permanece ativa pela Proteção Civil e pela Autoridade Marítima.
Perspectivas e descargas
A principal the preocupação reside nas previsões para sábado, com nova precipitação intensa a montante de Alqueva. Caso se confirme, podem ocorrer novas descargas que elevem o caudal. As autoridades mantêm vigilância constante no rio para emergências potenciais.
Entre os habitantes da localidade, António Pereira, de 84 anos, recorda episódios anteriores em que o rio acedera à praça da República e ultrapassava o centro urbano. Fernando Frederico, de 74, também discorreu sobre diferenças entre a realidade atual e períodos de maior cheias.
Ambos reconhecem que a subida do Guadiana não se via há muitos anos, e atuais previsões apontam para a possibilidade de novo aumento da precipitação no fim de semana, mantendo a necessidade de vigilância.
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