- O Hospital de São Miguel, em Oliveira de Azeméis, tornou-se referência nacional pela Unidade de Geriatria Aguda e por um projeto-piloto que leva equipas hospitalares aos lares de idosos.
- A instituição passou por uma recuperação sob a gestão da Unidade Local de Saúde, após anos de abandono com infiltrações e falta de investimento, avançando com reabilitação e modernização da área de radiologia.
- A criação da Geriatria Aguda elevou o hospital ao topo da especialidade no país, com médicos de grandes centros hospitalares a procurar estágios na unidade.
- O projeto piloto de medicina de antecipação prevê visitas regulares de médicos e enfermeiros aos lares de idosos institucionalizados de alto risco, para evitar descompensações e urgências.
- A integração com a Unidade de Saúde Local eliminou as “casas diferentes” entre cuidados primários e hospitalares, fortalecendo a rede de proximidade e a qualidade do atendimento.
O Hospital de São Miguel, em Oliveira de Azeméis, vive uma transformação sob a gestão da Unidade Local de Saúde (ULS). A aposta central é a Geriatria Aguda, que atrai médicos de grandes centros e sustenta um projeto-piloto que leva equipas hospitalares aos lares da região. O objetivo é antecipar crises em idosos vulneráveis e reduzir a pressão nas urgências.
Desde 2015, Miguel Paiva tem conduzido uma reabilitação profunda da unidade. O investimento tornou possível mudar condições degradadas e lançar valências diferenciadas, que consolidam o hospital na rede regional. A unidade tornou-se referência de qualidade clínica no país.
Geriatria Aguda como polo de formação
A criação da Unidade de Geriatria Aguda atrai médicos de instituições de referência, como o Hospital de Santo António. Profissionais de renome procuram Oliveira de Azeméis para estágios, sinal de valorização da unidade e da rede de proximidade.
Projeto-piloto: o hospital vai aos lares
O modelo envolve visitas regulares de equipas de geriatria a doentes institucionalizados em lares. A abordagem proativa visa prevenir descompensações, reduzir deslocações à urgência e criar uma rede de proteção para idosos de alto risco.
Integração na Unidade de Saúde Local
A integração entre cuidados primários e hospitalares eliminou as barreiras entre “casas diferentes”. A coordenação facilita o diálogo clínico, otimiza recursos e fortalece o acompanhamento especializado dos doentes da região.
Proximidade como referência nacional
A unidade tornou-se um polo de competências, ensinando práticas de geriatria aguda a médicos de outras instituições. A gestão atual destaca que a descentralização, associada à qualidade técnica, reforça a proximidade sem comprometer a excelência clínica.
Contexto histórico na região
O hospital enfrentou períodos de abandono e falta de investimento antes de 2015. A estratégia passou por reabilitação física, melhoria de infraestrutura e modernização de serviços, incluindo radiologia, para ampliar a atuação ambulatória.
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