- Um quarto da população portuguesa já sofreu com fogos florestais, colocando Portugal como o segundo país mais afetado da União Europeia, segundo a Agência Europeia do Ambiente.
- O inquérito de 2025 revela que 41% dos gregos, 25% dos portugueses e 20% dos cipriotas reportaram impactos dos fogos florestais.
- Portugal e a Lituânia destacam-se pela maior cobertura de campanhas de alerta em casos de fenómenos climáticos extremos, com 73%.
- Em Portugal, dois terços dos inquiridos disseram ter sentido calor extremo, com 64% a sentir-se demasiado quentes para sair à rua, 57% em casa e 52% no trabalho ou escola.
- O Governo abriu medidas de apoio em consequência de fenómenos extremos, com o reconhecimento de que muitos não têm capacidade de aquecer adequadamente a casa e com medidas de proteção social em implementação.
Duas a três parágrafos iniciais apresentam o essencial: o que aconteceu, quem está envolvido, quando, onde e porquê, de forma objetiva.
Um quarto da população portuguesa já sentiu os impactos de fogos florestais, segundo um relatório da Agência Europeia do Ambiente (AEA) divulgado hoje. O estudo analisa efeitos das alterações climáticas a nível da UE e posiciona Portugal como o segundo país mais afetado.
O inquérito, realizado em 2025 pela AEA em parceria com a Eurofound, mostra que os gregos lideram a perceção de impactos (41%), seguidos de portugueses (25%) e cipriotas (20%).
Disparidades e campanhas de alerta
Portugal e a Lituânia registam a maior cobertura de campanhas de alerta para fenómenos meteorológicos extremos, com 73% de adesão. Junto com a Polónia (90%), estes países destacam-se pela comunicação preventiva.
O inquérito revela ainda que dois terços dos portugueses atribuem os seus receios a calor extremo: 64% sentiram-se demasiado quentes para sair de casa, 57% calor dentro de casa e 52% calor no local de trabalho ou escola.
Medidas de proteção e efeitos materiais
Apenas 22% dos portugueses têm seguro que cubra fenómenos climáticos extremos, face à média UE de 40,8%. Diversas medidas de adaptação são menos comuns nas habitações nacionais.
Quase metade dos inquiridos (45%) afirma não conseguir aquecer adequadamente a casa, contrastando com uma média UE de 38%.
Contexto de catástrofe em Portugal
Coincide com episódios de tempestades no país, que provocaram dezenas de óbitos desde a última semana. A Proteção Civil reporta cinco mortes ligadas à depressão Kristin e uma vítima adicional na Marinha Grande.
Outros óbitos resultaram de quedas de telhados durante reparações e de intoxicação por gerador, segundo entidades locais.
Custos e resposta governamental
Os temporais causaram danos significativos em infraestruturas, habitações, empresas e redes de transporte. Distritos de Leiria, Coimbra e Santarém aparecem entre os mais afetados.
O Governo declarou situação de calamidade em 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros. A União Europeia já indicou disponibilidade para ajudar Portugal.
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