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Um em cada quatro doentes oncológicos operados após o tempo máximo de espera

Apesar do aumento de cirurgias oncológicas, um quarto dos pacientes foi operado acima do Tempo Máximo de Resposta Garantida em 2024, sinalizando atrasos persistentes

Sobrevivência de cancro de mama e de próstata aos cinco anos, com valores superiores a 90% a 96%
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  • Em 2024, mais de um quarto dos doentes oncológicos operados ficaram acima do Tempo Máximo de Resposta Garantida (TMRG), correspondente a 25,4% dos casos.
  • Entre 2020 e 2024 houve um aumento de 67% no total de cirurgias oncológicas, com mais 31.178 intervenções no período; entre 2023 e 2024 o aumento foi de quase 9,5 mil pacientes.
  • No ano de 2024, foram tratados mais de 400 mil doentes com quimioterapia e imunoterapia, refletindo um crescimento de 10% face ao anterior, com maior uso de tratamentos ambulatórios.
  • A mortalidade por tumores malignos abaixo dos 75 anos continua a descer entre 2019 e 2023, associada a melhor prevenção e rastreio, bem como a avanços terapêuticos, incluindo imunoterapia e CAR-T.
  • As taxas de sobrevivência a cinco anos para cancro da mama e da próstata em Portugal superam os valores médios da Europa, com sobrevivência acima de 90% e 96%, respetivamente, conforme a DGS.

O número de doentes oncológicos operados aumentou nos últimos cinco anos, mas ainda houve atrasos. Em 2024, um em cada quatro operou acima do tempo máximo de resposta (TMRG), segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Entre 2020 e 2024 ocorreram mais 31.178 cirurgias oncológicas. No ano de 2023 para 2024, o aumento foi de quase 9,5 mil doentes, associado ao programa OncoStop que visou reduzir listas de espera para cirurgia oncológica.

Em 2024, o volume de doentes operados acima do TMRG supera os 20 mil, representando 25,4% do total. A DGS sublinha ainda que o acesso a tratamentos como quimioterapia e imunoterapia tem aumentado, com mais de 400 mil doentes tratados em 2024.

Mudanças no tratamento e inovação

Os dados indicam um crescimento gradual no uso de tratamentos ambulatórios, com avanços notáveis na imunoterapia e nas terapias com células CAR-T. Aumento de pacientes com acesso a novas terapias tem sido observado nos últimos anos.

A DGS aponta uma melhoria na mortalidade associada a tumores malignos entre 2019 e 2023. A redução é atribuída, em parte, a melhores programas de rastreio, diagnóstico mais precoce e avanços terapêuticos.

A responsável pelo Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, Isabel Fernandes, destaca que as taxas de sobrevivência a cinco anos para cancro de mama e próstata são altas, entre 90% e 96%, respectivamente. Também se assinala queda na mortalidade por cancro de cólon, reto e estômago.

Perspetiva europeia e impacto

Portugal apresenta mortalidade por canceres em cinco anos abaixo da média europeia, com cerca de 240 óbitos por 100 mil habitantes, face a 250 na União Europeia. A sobrevivência global de todos os tumores é menor nos homens do que nas mulheres.

As doenças oncológicas continuam entre as principais causas de anos de vida perdidos em Portugal, principalmente neoplasias da traqueia, brônquios, pulmão e vias digestivas, que contribuem para quase 47 mil anos de vida perdidos.

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