- A segunda ronda de negociações trilaterais entre Rússia, Estados Unidos e Ucrânia, em Abu Dhabi, começou com Moscovo a pressionar Kiev para concessões, especialmente na matéria territorial.
- No final do primeiro dia, o líder da delegação ucraniana, Rustem Umerov, classificou o diálogo como substancial e produtivo, com foco em passos concretos e soluções práticas.
- A Rússia reiterou que a sua posição é bem conhecida, dizendo que a operação militar especial continua até Kiev tomar as decisões apropriadas; Igor Kostyukov representa Moscovo.
- O encontro contou com Steve Witkoff, enviado especial da Casa Branca, e Jared Kushner; o objetivo é facilitar um acordo, com Kiev a defender o congelamento das linhas da frente e a Rússia a exigir o Donbass na íntegra.
- A ofensiva continua contra o sistema energético ucraniano; Zelensky afirmou que as atitudes de Moscovo não mudaram, e houve ataques que causaram mortes em Druzhkivka e em outras regiões.
O segundo dia de negociações trilaterais entre Rússia, Estados Unidos e Ucrânia decorre em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Moscovo pressiona Kiev a ceder terreno, sobretudo na questão territorial, em resposta aos ataques recentes contra infraestruturas. O objetivo é chegar a soluções práticas para o conflito.
Na manhã de hoje, Rustem Umerov, que lidera a delegação ucraniana, descreveu o processo como substancial e produtivo, centrado em passos concretos. Do lado russo, o porta-voz da presidência reiterou que a posição da Rússia é bem conhecida e que a operação militar continua até Kiev tomar decisões consideradas adequadas.
O representante russo Igor Kostyukov participa na reunião, acompanhando a linha dura defendida pelo Kremlin. Pelo lado norte-americano, marcam presença Steve Witkoff, enviado especial da Casa Branca, e Jared Kushner, genro do former Presidente. Os temas incluem um congelamento de linhas na frente de combate por parte de Kiev e a reivindicação russa sobre o Donbass, incluindo áreas sob controlo parcial.
A troca de impressões ocorre num contexto em que a Rússia rejeita a presença de tropas europeias para uma força de paz. O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, indicou ao Parlamento ucraniano a disponibilidade de apoiar a militarização, caso haja acordo, sem detalhar prazos.
Entretanto, o conflito mantém-se ativo na região. A energia continua a ser alvo de ataques russos, agravando o frio intenso que atinge a Ucrânia. O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que as atitudes de Moscovo permanecem inalteradas, e que a equipa de negociações ajustará a estratégia conforme os desdobramentos.
Da China chegam sinais de cooperação estratégica: Vladimir Putin elogiou a relação com Xi Jinping durante uma videoconferência, descrevendo-a como estável em tempos de turbulência global. O diálogo entre as duas potências ocorre num momento de alta tensão geopolítica e impacta as negociações em Abu Dhabi.
Ataques recentes deixaram vítimas. Um ataque com munições de fragmentação a um mercado em Druzhkivka, Donetsk, vitimou sete pessoas e feriu oito. Outras duas mortes ocorreram num ataque com drone na região de Dnipropetrovsk, com novas fatalidades registradas em Lugansk sob controlo russo.
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