- Efeitos cutâneos dos tratamentos oncológicos afetam a qualidade de vida: cerca de 95% dos doentes apresentam efeitos e mais de 50% chegam a interromper a terapêutica. Entre os mais frequentes estão xerose extrema, prurido, fotossensibilidade e síndrome mão-pé.
- O impacto no quotidiano é profundo: dor e desconforto na pele impedem sono, mobilidade e autoestima, podendo levar ao isolamento social ou à necessidade de ajustar a dose do tratamento.
- A L’Oréal Dermatological Beauty, em conjunto com a La Roche-Posay, destaca a importância dos cuidados dermocosméticos como suporte essencial ao tratamento oncológico; envolve consenso internacional sobre gestão de toxicidades cutâneas.
- Critérios de segurança para produtos dirigidos a quem recebe tratamento: fórmulas minimalistas, sem fragrâncias nem álcool, com pH fisiológico e testadas em pele sensível ou em doentes oncológicos; prioridade para ceramidas e hidratantes que ajudam a reparar a barreira cutânea.
- Benefícios comprovados: o cuidado dermocosmético adequado reduz a gravidade dos efeitos cutâneos e melhora qualidade de vida e adesão ao tratamento; reforça a necessidade de colaboração entre oncologia e dermatologia desde o diagnóstico.
Os tratamentos oncológicos continuam a afetar a pele de muitos pacientes, influenciando mobilidade e autoestima. João Encarnação, Market Director da L’Oréal Dermatological Beauty em Portugal, explica o papel dos dermocosméticos como apoio essencial durante a terapêutica.
As alterações cutâneas mais comuns incluem pele extremamente seca, prurido intenso, fotossensibilidade e a síndrome mão-pé, com vermelhidão e dor nas extremidades. A pele pode apresentar repuxamento, ardor e fragilidade, sinalizando o enfraquecimento da barreira cutânea.
Quando a pele fica mais sensível, o cotidiano muda: sono, mobilidade e bem-estar são afetados. O desconforto pode levar ao isolamento social ou à necessidade de ajustar ou interromper doses do tratamento. Cuidar da pele é, na prática, cuidar da adesão terapêutica.
Estudos indicam que cerca de 95% dos doentes oncológicos apresentam efeitos adversos cutâneos e mais de 50% interrompem a terapêutica por causa desses efeitos. Os números refletem pessoas reais e a urgência de estratégias preventivas eficazes.
Efeitos e adesão
A La Roche-Posay tem sido pioneira na integração da dermatologia ao cuidado oncológico há mais de 25 anos. O board ISKIMO, reunindo profissionais de vários países, avaliou pela primeira vez a importância dos efeitos cutâneos e o papel dos cosméticos no tratamento do cancro.
Critérios de avaliação de produtos
A segurança é fundamental: menos é mais quando a pele fragilizada exige fórmulas simples, sem fragrâncias, sem álcool e com pH fisiológico. Produtos devem ser testados em pele sensível e, idealmente, em doentes oncológicos, assegurando reparação da barreira com ceramidas, glicerina e água termal.
Evidência de benefícios
Casos clínicos e observacionais indicam que o uso precoce de hidratantes e cuidados calmantes reduz a gravidade das toxidades cutâneas. A eficácia vem acompanhada de boa tolerabilidade, melhorando sono, conforto e percepção corporal, o que facilita a continuidade do tratamento.
Futuro da integração clínica
Apesar de 95% dos doentes apresentarem efeitos cutâneos, 85% não são encaminhados a dermatologia. A colaboração entre oncologia e dermatologia, desde o diagnóstico, é essencial para manter tratamentos oncológicos. A dermoestética deve ser parte integrante do protocolo de saúde, não um complemento.
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