- Os reclusos das cadeias de Leiria e Castelo Branco ajudam nas obras das prisões afetadas pela depressão Kristin desde a primeira hora, segundo o Ministério da Justiça.
- Apesar dos estragos, nenhuma cela ficou inabitável e os contactos com as famílias foram mantidos, mesmo com constrangimentos causados pelas tempestades.
- O MJ realizou um levantamento dos estragos nos tribunais do país e prevê contratos interadministrativos com os municípios de Alvaiázere, Condeixa-a-Nova, Oliveira do Hospital, Ourique e Serpa para as zonas mais afetadas.
- Em outras situações, o Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça intervém diretamente para restabelecer a normalidade; o planeamento prevê intervenções com base no risco, custos estimados e cronograma faseado.
- As equipas técnicas vão continuar a inspecionar outras regiões, com deslocações previstas à Comarca de Beja, aos Palácios de Justiça de Serpa e de Odemira, numa resposta à depressão Kristin que já causou impacto significativo no Centro do país.
O Ministério da Justiça (MJ) informou que, devido à depressão Kristin, os reclusos das cadeias de Leiria e Castelo Branco têm ajudado nas obras de recuperação desde a primeira hora. As prisões não registaram cela inabitável e o contacto com familiares foi mantido, apesar dos constrangimentos.
Segundo o MJ, o levantamento dos estragos nos tribunais servirá para orientar reparações nas comarcas afetadas. Em zonas mais atingidas, serão celebrados contratos interadministrativos com os municípios de Alvaiázere, Condeixa-a-Nova, Oliveira do Hospital, Ourique e Serpa.
As equipas do IGFEJ e da DGAJ concluíram visitas a todas as comarcas com prejuízos. Onde for necessário, intervém o IGFEJ para repor a normalidade, com planeamento baseado no risco e tipologias de emergência, corretiva ou estrutural.
O ministério disse que as equipas monitorizam diariamente as comarcas afetadas e já existe um cronograma de intervenções, com estimativas de custo. Novas deslocações estão previstas para Beja, Serpa e Odemira.
Recorde-se que a depressão Kristin, há uma semana, provocou mortes, danos materiais generalizados e cortes em transportes, energia, água e comunicações. O Governo decretou calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou apoio de até 2,5 mil milhões de euros.
Intervenções e planos de ação
Equipas técnicas seguem a avaliar danos e coordenação entre entidades. A participação dos reclusos é descrita pelo MJ como uma resposta rápida e prolongada à recuperação das instalações.
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