- O rastreio do cancro da mama teve 877.377 mulheres convidadas; 440.190 fizeram o exame, representando uma adesão de 50% e cobertura superior a 90%.
- Para o colo do útero houve 365.978 convites, com 344.405 rastreadas e cobertura de 61%; foram detetados 43.968 testes de HPV positivos, com 20.373 encaminhados para cuidados hospitalares.
- No cancro do cólon e reto, a cobertura populacional ficou em 32,5% e a adesão em 50%, com 268.710 utentes rastreados; 20.230 apresentaram lesões e 531 foram referenciados.
- O relatório indica necessidade de acelerar melhorias nas normas de rastreio, aumentar horários de funcionamento, fortalecer sistemas de informação e promover maior ligação com o Registo Oncológico Nacional.
- Para 2026, prevê-se atingir 90% de cobertura nos três rastreios de base populacional, com pilotos novos (pulmão, próstata e estômago) e possíveis financiamentos europeus para avaliar custo-efetividade.
Em 2024, o rastreio ao cancro da mama alcançou a meta prevista, com 877.377 mulheres convidadas e 440.190 a realizar o teste. O processo registou uma adesão de 50%, com a maioria dos exames efetuados no Continente (412.546), seguidos dos Açores (12.161) e da Madeira (15.483).
A cobertura populacional do rastreio mamário ultrapassou 90%, tornando-se o indicador mais elevado do ano. Contudo, a leitura global do programa mantém-se desfasada de outras áreas, nomeadamente o cancro do colo do útero e o cólon e reto.
Cobertura e adesão em outros rastreios
Já no rastreio do colo do útero, a cobertura ficou nos 61%, ainda que tenha sido o maior número de convidadas (365.978) e de rastreadas (344.405) de sempre. A diretora do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas reconhece o desempenho, mas aponta que há espaço para melhoria.
No cancro do cólon e reto, a cobertura populacional foi de 32,5% em 2024, com adesão de 50% e 268.710 utentes rastreados. Foram identificadas 20.230 lesões por colonoscopia, das quais 531 foram referenciadas para cuidados hospitalares.
Perspetivas para 2026 e projetos futuros
Para 2026, a DGS aponta a meta de 90% de cobertura para os três rastreios de base populacional e o reforço de linhas de financiamento. A ampliação de horários de funcionamento é uma das medidas previstas para melhorar o acesso.
A cooperação com o Registo Oncológico Nacional (RON) é considerada essencial para uma visão nacional integrada. Em Portugal, também existem pilotos de novos rastreios, como pulmão, próstata e estômago, já em andamento ou previstos para as próximas semanas.
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