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Proteção Civil intensifica vigilância no Médio Tejo face a cheias por Kristin

Proteção Civil mantém monitorização constante no Médio Tejo ante cheias e efeitos de Kristin, com zonas submersas e milhares sem eletricidade

Proteção Civil reforça monitorização no Médio Tejo face a cheias e impactos de Kristin
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  • Médio Tejo mantém-se em alerta esta quarta-feira devido às cheias no Tejo e aos impactos da tempestade Kristin, com zonas submersas e gente sem eletricidade.
  • A norte, em Ourém e Ferreira do Zêzere, decorrem trabalhos de recuperação e desobstrução, com lonas colocadas em telhados danificados.
  • Sul do Médio Tejo procede-se a monitorização constante das zonas ribeirinhas, com caudais elevados e proteção civil em prontidão para eventuais inundações.
  • As barragens são geridas com coordenação entre Portugal e Espanha para manter caudais sob controlo, incluindo descargas do Castelo de Bode e Fratel.
  • No distrito de Santarém, cerca de seis dezenas de vias permanecem submersas ou condicionadas; ANEPC elevou o estado de prontidão para o nível especial 4.

A Proteção Civil mantém o Médio Tejo em alerta devido às cheias do Tejo e aos impactos da tempestade Kristin. Existem áreas submersas, cortes de eletricidade e risco de inundações em várias zonas, com vigilância contínua e ações de apoio a decorrer.

A norte, em Ourém e Ferreira do Zêzere, estão a decorrer trabalhos de recuperação, com montagem de lonas em telhados danificados e desobstrução de vias secundárias. Metade da população continua sem eletricidade.

Às margens sul do Médio Tejo, a monitorização de zonas ribeirinhas é constante. Os caudais mantêm-se elevados e o dispositivo de proteção civil permanece em prontidão para eventuais inundações.

O sub-comando já recebeu materiais de construção civil, como telhas, cimento e lonas, para distribuir pelos municípios mais afetados. Apoio chega de várias partes do país.

As barragens portuguesas mantêm descendentes controlados, com monitorização de descargas em Castelo de Bode e Fratel, articuladas com Alcântara, em Espanha, para minimizar impactos. Pelotões de emergência permanecem em alerta.

No Tejo, o caudal em Almourol está em 3 400 m³/s, com descargas de Castelo de Bode (981 m³/s) e Fratel (1 571 m³/s), valores semelhantes às últimas 24 horas.

A ANEPC manteve o estado de prontidão no nível 4, o mais elevado, com disponibilidade máxima de agentes. O traino de previsões descreve tempo muito complexo nos próximos dias.

No distrito de Santarém, cerca de 60 vias permanecem submersas ou condicionadas, incluindo estradas principais, pontes e acessos ribeirinhos. A Proteção Civil exorta a não atravessar zonas alagadas.

As autoridades destacam a necessidade de proteção de bens e animais e a observância de todas as recomendações de segurança, dada a perspetiva de chuva intensa, vento e possível agitação marítima nas próximas horas.

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