- Uma família foi realojada em Mira de Aire após fogo ter queimado um gerador, um quadro elétrico e um posto de transformação em Porto de Mós.
- O presidente da Câmara Municipal, Jorge Vala, afirmou que houve necessidade de resposta rápida e que o serviço de ação social está no terreno a ajudar.
- Cerca de 10% da população do concelho continua sem energia elétrica, com alguns locais já a receber apoio de geradores em postos de transformação.
- O abastecimento de água permanece normal na maioria do concelho, com falhas pontuais associadas à instabilidade energética; as comunicações também estão a recuperar.
- O município estima mais de 200 pessoas com danos significativos em habitações ou empresas; o Governo declarou calamidade para 68 concelhos e lançou um pacote de apoio de até 2,5 mil milhões de euros.
O município de Porto de Mós viu-se confrontado com problemas pontuais de energia após um fogo ter afetado equipamentos elétricos numa área da região. Na noite de quarta-feira, uma família de Mira de Aire foi realojada devido à interrupção de fornecimento e a danos em infraestruturas elétricas.
Segundo o presidente da Câmara, Jorge Vala, a ação social municipal respondeu de imediato, realojando a família em Mira de Aire. O autarca destacou ainda que houve a explosão de um gerador e o incêndio num posto de transformação, com outro gerador a arder num ponto de alimentação diferente.
Impacto e resposta local
O município já tinha instalado geradores em alguns postos de transformação para abastecer zonas problemáticas. Ainda assim, houve lugares com falta de energia elétrica até hoje, afetando a vida de quem estava sem energia há uma semana.
Vala indicou que também houve roubo de gasóleo, num gerador situado numa área desprotegida, o que agravou a situação de abastecimento. No total, a câmara estima que cerca de 10% da população permaneça sem energia.
Apesar dos problemas, as fontes locais asseguram que o abastecimento de água funciona de forma normalizada, com falhas pontuais pontuais associadas à instabilidade energética. As comunicações no concelho vão sendo restabelecidas progressivamente.
O autarca referiu ainda que Porto de Mós foi gravemente afetado pela adversidade climática recente, com mais de 200 pessoas a registar danos significativos em habitações ou empresas, segundo informações recebidas junto dos munícipes.
As autoridades nacionais destacam que o evento climatérico causou destruição generalizada na região, com múltiplas ocorrências em Leiria, Coimbra e Santarém. O Governo decretou situação de calamidade para 68 concelhos até domingo e anunciou um pacote de apoio de até 2,5 mil milhões de euros.
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