- A Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO) pretende liderar uma transformação em sete pilares: formação contínua, investigação com portal SPO Investigação, redes multidisciplinares, diretrizes com base em evidência, comunicação com portal SPO Doente, informação acessível e representação institucional.
- Entre as medidas prioritárias estão plataformas digitais de partilha de conhecimento, programas de mentoria e e‑learning, criação de clínicas de sobreviventes e integração de cuidados paliativos com formação transversal.
- A SPO assinala uma carga assistencial elevada nos serviços de oncologia em Portugal, com agendas sobrecarregadas que limitam tempo para inovação e investigação.
- O aumento de cancro em idades mais jovens exige respostas rápidas, incluindo rastreio antecipado, registos nacionais específicos e políticas de reintegração social e laboral, bem como acesso equitativo a terapêuticas inovadoras e ensaios clínicos.
- Para manter a inovação, é essencial criar tempo para investigar e actualizar conhecimentos, envolvendo profissionais em projetos estratégicos e garantindo uma organização que não priorize apenas o volume de atividade.
A Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO) apresenta um caminho para uma Oncologia mais forte, humana e inovadora. Nuno Bonito, Presidente Eleito, assume o cargo em fevereiro de 2026, com Coimbra como cenário de apresentação. A SPO define a visão: mais qualidade, inovação e inclusão no cuidado em Oncologia.
A prioridade é responder à pressão que os serviços enfrentam. Agendas sobrecarregadas, elevado número de consultas e internamentos dificultam o tempo para investigação e formação. Profissionais, famílias e doentes reconhecem o impacto na qualidade assistencial e na inovação.
Estes elementos aparecem num conjunto de dados: relatório da Direção-Geral da Saúde e o perfil de cancro da OECD 2025 para Portugal. A SPO assinala a necessidade de mais tempo para investigação e para incorporar novas estratégias terapêuticas.
Sete pilares para uma SPO mais forte
A SPO aponta sete pilares estratégicos para orientar a transformação: formação contínua ajustada às necessidades dos profissionais, investigação colaborativa via portal SPO Investigação, redes multidisciplinares, diretrizes baseadas em evidência, comunicação ativa e literacia com o portal SPO Doente, informação acessível, e reforço da representação institucional.
A organização quer aproximar profissionais, doentes e decisores. Entre as medidas estão plataformas digitais de partilha de conhecimento, programas de mentoria e e-learning, bem como apoio à criação de clínicas de sobreviventes com seguimento estruturado.
A SPO defende a integração efetiva dos cuidados paliativos, com protocolos claros e formação transversal para equipas. A abordagem visa manter o doente no centro do cuidado, com base em evidência e transparência.
Desafios e respostas estratégicas
O aumento de cancro em idades mais jovens exige antecipação de rastreios, registos nacionais específicos e políticas de reintegração social e laboral. Ao mesmo tempo, é fundamental assegurar acesso equitativo a terapêuticas inovadoras e participação em ensaios clínicos.
A organização realça que tempo para cuidar não pode ficar separado da produção de conhecimento. É necessária uma evolução para modelos que valorizem resultados clínicos, permitindo investigação e atualização pelos profissionais.
Um projeto coletivo
A transformação da Oncologia portuguesa depende do envolvimento de profissionais, instituições, associações de doentes e sociedade civil. A SPO afirma que está preparada para liderar esse caminho, mantendo a visão de uma Oncologia mais forte, humana, inclusiva e inovadora.
Coimbra, 9 de dezembro de 2025.
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