- Estudo divulgado pelo Observatório Género, Trabalho e Poder aponta que as tarefas domésticas não remuneradas continuam a ser maioritariamente assumidas pelas mulheres.
- A lista inclui arrumar a casa, cozinhar, tratar da roupa, passar a ferro, limpar, ir ao supermercado e cuidar dos filhos.
- O estudo, intitulado Entre Trabalho e Lazer: A Persistência das Desigualdades de Género na Gestão do Tempo, analisa a situação de homens e mulheres face ao trabalho.
- Apesar de progressos observados nas últimas décadas, persistem desigualdades significativas na distribuição do trabalho não remunerado.
- A autora Maria João Guedes sustenta que o padrão é persistente e não há indicação de mudança, com a maternidade a agravar a desigualdade.
A publicação Entre Trabalho e Lazer: A Persistência das Desigualdades de Género na Gestão do Tempo, do Observatório Género, Trabalho e Poder, revela que as tarefas não remuneradas continuam a sê-lo maioritariamente das mulheres. Arrumar a casa, cozinhar, tratar da roupa, limpar, ir ao supermercado e cuidar dos filhos são exemplos citados.
Apesar de progressos nas últimas décadas, o estudo constatou desigualdades significativas na distribuição destas tarefas entre homens e mulheres. A autora, Maria João Guedes, aponta que o padrão persiste e não há indícios de mudança de rumo.
A investigação salienta ainda o impacto destas responsabilidades na vida profissional das mulheres. Ao dedicarem mais tempo ao trabalho não pago, surgem menos oportunidades de trabalho remunerado e de progressão na carreira, especialmente entre mães.
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