- Mulher de 27 anos foi morta pelo namorado em Fortaleza, Ceará, após uma discussão em casa.
- A vítima tentou sair e, pouco antes de morrer, pediu uma moto pela aplicação de transportes; recebeu apoio de um motorista ao chegar ao local.
- O motorista viu sangue ao chegar ao local, alertou as autoridades e chamou um carro que estava nas proximidades.
- O suspeito, Bruno Silva, foi detido na cidade de Morada Nova, cerca de 170 quilômetros do local do crime; havia planeado fugir num camião.
- O caso é situado num contexto de violência doméstica na região, que também envolve novas buscas por mandados de prisão relacionados com feminicídio a nível nacional.
Uma mulher de 27 anos foi morta pelo namorado em Fortaleza, Ceará. A vítima pediu apoio a um motorista de aplicação de transportes pouco antes de morrer; ao chegar ao local, o condutor viu sangue, acionou as autoridades e informou o crime. O suspeito foi detido numa cidade vizinha.
Segundo o g1, a vítima, Luciana Nascimento, pretendia ir à festa de aniversário do cunhado, mas o namorado, Bruno Silva, não autorizou a saída e houve uma discussão. Em resposta à resistência, o homem agrediu-a com uma tesoura e provocou a morte.
Antes de falecer, a vítima ligou para a irmã para avisar que não iria aparecer, mas iria chamar a polícia. Momentos depois, pediu uma corrida pela aplicação, que não chegou a ser cancelada.
O motorista encontrou sinais de violência no local e chamou um carro próximo, bem como as autoridades. Bruno Silva foi detido em Morada Nova, cerca de 170 km do local do crime, após a fuga. A polícia suspeita que o suspeito planeava viajar num camião para o Ceará.
A investigação indica que o relacionamento era marcado por desentendimentos. Bruno Ribeiro possuía antecedentes por violência doméstica, posse ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas, associação criminosa, crime contra o idoso e roubo, incluindo roubo de carga.
A vítima era estudante universitária e trabalhava como auxiliar administrativa na Secretaria de Estado da Saúde. O caso surge no contexto de alertas sobre feminicídio no país, com dados que apontam para um aumento de ocorrências nos últimos anos.
Segundo o g1, há 336 mandados de prisão pendentes relacionados a feminicídio, com a maior parte resultante de prisões preventivas em processo judicial. Em 2025, o Brasil registou um recorde de 1.530 feminicídios.
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