- Uma menina de sete anos injetou 60% de uma caneta com medicamento GLP-1 para obesidade, pensando tratar dores de estômago, nos EUA, no final de 2024.
- O episódio ocorreu em Indiana; a mãe tornou público o caso para alertar outros pais.
- A criança foi encontrada inconsciente, encaminhada para o hospital com desidratação e pele acinzentada, e recebeu medicação intravenosa para hidratação.
- Os médicos disseram não haver protocolos claros para este tipo de situação; foram contactados o Centro de Controlo de Intoxicações.
- Após alta, a criança voltou a sentir-se mal, sofreu fraqueza extrema e diminuição de urina, esteve seis dias sem comer, mas ficou sem sequelas aparentes.
Depois de uma dose acidental, uma criança de Indiana, nos EUA, quase perdeu a vida. Em dezembro de 2024, a menina de 8 anos injeta uma caneta com um medicamento GLP-1 para obesidade, semelhante a Ozempic ou Wegovy. Surge a dúvida sobre o efeito e os protocolos médico-legais.
A mãe, Melissa Milender, tornou público o caso em entrevistas à televisão local, citando a filha, hoje com 8 anos, Jessa. A criança foi encontrada inconsciente no chão da casa, com desidratação e pele acinzentada, após ter injetado uma porção significativa da substância.
Providências hospitalares seguiram com administração de fluidos intravenosos para reidratação. Os médicos mencionaram à família a ausência de protocolos claros para este tipo de situação e o contato com o Centro de Controlo de Intoxicações. Registos indicam vómitos frequentes, diarreia e fortes dores abdominais.
A mãe relatou que a criança acreditava estar a usar um remédio para o estômago, uma vez que a própria mãe também o utilizava. O incidente gerou preocupação sobre a necessidade de controlo mais rigoroso de medicações em casa e de eventuais efeitos de GLP-1 em menores de idade.
Após alta hospitalar, a menina voltou a apresentar piora e foi internada novamente por fraqueza extrema e redução de produção de urina, levando os médicos a avaliar a função renal. A família descreveu os dias de internamento como a pior semana da vida e a criança acabou por recuperar sem sequelas aparentes. A mãe passou a guardar a medicação em caixa trancada.
A publicação do caso visa alertar outros progenitores sobre os riscos de medicação disponível em casa e a importância de vigilância quanto a frascos e canetas injetáveis, particularmente aquelas destinadas a controlo de peso.
No Portugal
Em Portugal, o Infarmed anunciou a comparticipação do Ozempic (semaglutido) pelo Serviço Nacional de Saúde para adultos com diabetes tipo 2 e obesidade ou elevado risco cardiovascular. A medida tem como finalidade atuar como adjuvante à dieta e ao exercício, acomodando-se a 2.ª e 3.ª linhas terapêuticas.
A decisão foi recebida com aprovação pela Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal. O próximo passo envolve a operacionalização da comparticipação no âmbito do SNS, conforme os moldes oficiais.
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