- O presidente Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que as Forças Armadas sejam automaticamente convocadas em calamidades, com ligação institucional à Proteção Civil.
- Citou a tempestade Kristin, que devastou um quinto do país, para justificar uma coordenação logística mais próxima entre as Forças Armadas e a Proteção Civil.
- Autarcas têm reclamado que as Forças Armadas chegaram ao terreno com atraso para apoiar as populações afetadas.
- O chefe de Estado destacou que as Forças Armadas são estruturadas de forma autónoma e que o Governo, através do ministro da Defesa Nacional, reforçou o papel do Estado-Maior General das Forças Armadas como coordenador.
- Marcelo Rebelo de Sousa mostrou preocupação com a implementação no terreno das medidas de apoio anunciadas, sublinhando a importância do envolvimento de municípios e freguesias para chegar às pessoas.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pediu uma ligação mais estreita entre a Proteção Civil e as Forças Armadas, para que estas fiquem automaticamente convocadas em situações de calamidade, como ocorreu com a tempestade Kristin. A importância de um comando rápido foi destacada no contexto de danos significativos.
A ideia é que, no futuro, as Forças Armadas acompanhem de forma natural a Proteção Civil, recorrendo ao seu poder logístico sem depender de pedidos formais. O Presidente citou a GNR como exemplo de presença permanente na Proteção Civil.
Durante a visita ao Serviço Municipal de Proteção Civil de Ourém, o Presidente observou fila de habitantes em busca de material para reconstrução e assistência educativa. Seguiu-se uma passagem pela Câmara Municipal de Pedrógão Grande, onde houve avaliação das medidas governamentais.
Contexto e avaliação da resposta governamental
Logo após o anúncio de um pacote de medidas pelo Governo para famílias e empresas afetadas, o Chefe de Estado afirmou preocupações sobre a eficácia da distribuição de ajuda. Defendeu um papel mais ativo dos municípios e freguesias para chegar às pessoas.
No balanço, reconheceu que houve fases de atuação governamental consideradas bem sucedidas, e outras em que a resposta foi menos clara. Destacou que o acompanhamento no terreno ganhou consistência quando as primeiras avaliações foram renovadas e a equipa aumentou a coordenação.
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