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Inês de Medeiros alerta para derrocadas e deslizamentos por terras alagadas

Risco de derrocadas em Almada devido a terras saturadas pela chuva; estradas cortadas, duas famílias retiradas e zonas ribeirinhas sob vigilância constante

Inês de Medeiros agradece “trabalho incansável” após depressão Kristin
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  • A presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, alerta para risco de derrocadas e deslizamentos devido à chuva contínua, com solos saturados e terras “absolutamente alagadas.”
  • Já houve uma estrada cortada e duas famílias foram retiradas da frente ribeirinha entre Trafaria e Cova do Vapor.
  • O município aponta como fator de risco a combinação de mau tempo com solos saturados, potenciando instabilidade em encostas, arribas e taludes.
  • A área crítica fica na faixa ribeirinha entre Trafaria, Porto Brandão e Cova do Vapor, com a agitação marítima a agravar a pressão sobre a frente costeira.
  • Na Costa da Caparica há atrasos na reposição de areias e recuo do areal, com praias praticamente desaparecidas em alguns troços; situação também preocupa na Fonte da Telha.

A presidente da Câmara de Almada revelou hoje que a chuva contínua deixou as terras do concelho “absolutamente alagadas” e elevou o risco de movimentos de massa. O problema já provocou o corte de uma estrada e levou à retirada de duas famílias da frente ribeirinha.

Inês de Medeiros afirmou à Rádio Observador que a situação depende da combinação de mau tempo com solo saturado. A autarca destacou a passagem da tempestade Kristin e a aproximação da depressão Leonardo como fatores agravantes.

A área mais crítica fica na faixa ribeirinha entre Trafaria, Porto Brandão e Cova do Vapor, onde o aumento da pressão da água, da maré e da agitação marítima pode ter impactos em encostas, arribas e taludes.

Na Costa da Caparica, a autarca mencionou atrasos na reposição de areias e o recuo do areal, com praias a encolherem em alguns troços. Também assinalou atenção na Fonte da Telha devido à vulnerabilidade costeira.

A presidente da Câmara descreveu deslizamentos e quedas de árvores associadas ao solo encharcado. Pede à população para evitar estacionar em zonas de risco e manter vigilância junto a arribas e encostas.

Medidas e próximos passos

A resposta municipal está a ser articulada com a Administração do Porto de Lisboa, dada a existência de áreas sob jurisdição distinta. Equipes municipais trabalham no terreno com limpezas e ações preventivas.

As autoridades asseguram que as equipas continuam atentas a novas estruturas de instabilidade e preparam-se para o agravamento das condições meteorológicas. O objetivo é mitigar impactos numa zona onde a água não cessa há vários dias.

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