- A Iniciativa Liberal (IL) afirmou ter recebido duas queixas desde a fundação, em 2017, mas nenhuma visou o eurodeputado Cotrim Figueiredo.
- Uma queixa deu origem a um processo formal que foi arquivado; a segunda não identificava factos e não houve resposta da autora, tendo a IL promovido uma averiguação independente que concluiu não haver evidências.
- A IL não especificou os anos nem a natureza das queixas.
- O partido nomeou o advogado Paulo Saragoça da Matta para representá-lo em eventuais ações judiciais.
- Na campanha presidencial de 18 de janeiro, uma ex-assessora da IL alegou ter sido assediada por Cotrim Figueiredo; ele negou e disse que iria para tribunal; a ex-assessora mais tarde afirmou que os factos foram relatados internamente em 2023.
A Iniciativa Liberal (IL) afirmou hoje, por meio de um comunicado, que recebeu apenas duas queixas desde a fundação, em 2017, e que nenhuma delas visou o eurodeputado Cotrim Figueiredo, antigo candidato presidencial. A posição foi partilhada pela IL de forma oficial.
A primeira queixa deu origem a um processo formal que seguiu os trâmites legais e institucionais e acabou por ser arquivada. A segunda não apresentava factos nem evidências suficientes para avançar, mesmo após tentativas de desenvolvimento pela IL, com apoio jurídico externo.
A IL acrescentou que não especificou os anos nem a natureza das queixas, e explicou que não recebeu resposta da autora. Em resposta a contactos da Lusa, a formação recusou comentar mais detalhes.
A direção do partido revelou ainda a designação de Paulo Saragoça da Matta como advogado para responder a eventuais ações judiciais, após ter sido alvo de suspeitas consideradas infundadas. A Lusa tentou contactar o causídico sem sucesso.
Caso anterior relacionado com Cotrim Figueiredo
Durante a campanha presidencial de 18 de janeiro, uma ex-assessora da IL alegou, numa publicação numa rede social, ter sido alvo de assédio sexual por parte do eurodeputado. O ex-candidato negou as acusações e anunciou que iria recorrer ao tribunal, mas a ex-assessora afirmou que os factos tinham sido reportados internamente em 2023.
Na altura, Cotrim Figueiredo e a presidente da IL, Mariana Leitão, garantiram não ter conhecimento das alegações. A IL não avançou com novas informações além do que já tinha sido tornado público.
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