- Setenta e duas avaliações psicológicas foram realizadas, no ano passado, a candidatos ao sacerdócio e a futuros agentes pastorais leigos, num projeto-piloto de prevenção de abusos sexuais.
- A medida tornou-se obrigatória em março do ano passado, segundo anúncio conjunto de entidades religiosas suíças.
- A decisão ocorreu após o estudo de 2023 da Universidade de Zurique, que documentou 1.002 casos de abuso sexual na Igreja Católica suíça desde meados do século XX, 74% envolvendo menores.
- As avaliações foram feitas entre abril e dezembro de 2025 em todas as dioceses da Suíça, com algumas pessoas afastadas com base nos resultados.
- O processo tem quatro etapas: teste psicológico, entrevista por competências, avaliação clínico-legal e decisão final pelas autoridades diocesanas, com as primeiras três fases conduzidas por especialistas externos; o conjunto é elaborado pela Unidade de Investigação e Desenvolvimento do Gabinete de Execução e Reintegração Judicial do Cantão de Zurique, envolvendo dez profissionais.
A Igreja Católica suíça revelou, numa comunicação conjunta, que realizou 72 avaliações psicológicas no ano passado. O objetivo é prevenir abusos sexuais entre candidatos ao sacerdócio e futuros agentes pastorais leigos.
As avaliações ocorreram entre abril e dezembro de 2025 em todas as dioceses da Suíça. O processo faz parte de um projeto-piloto tornato obrigatório em março de 2024, orientado pela Conferência Episcopal Suíça e por entidades ligadas à vida consagrada.
Contexto e método
O estudo de 2023 da Universidade de Zurique, citado pela hierarquia, documentou 1.002 casos de abuso na Igreja suíça desde o século XX, dos quais 74% envolviam menores. A avaliação passa por quatro fases, com fases iniciais a cargo de especialistas externos.
O foco inclui um teste psicológico, uma entrevista por competências, uma avaliação clínico-legal e uma decisão final pelas autoridades diocesanas, com base nos resultados. A Unidade de Investigação do Gabinete de Execução e Reintegração Judicial do Cantão de Zurique coordena os pareceres.
Acompanhamento e impacto
Ao longo do processo, 10 profissionais em psicologia, psiquiatria forense e recursos humanos contribuíram para as avaliações. Em alguns casos, as autoridades diocesanas interrupção a colaboração com indivíduos considerados inadequados.
Resultados preliminares indicam que as avaliações são articuladas com entrevistas e avaliações adicionais, buscando identificar riscos e orientar decisões institucionais para proteção de menores e comunidades.
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