- A Polícia Judiciária prendeu nove jovens, entre os 21 e os 26 anos, na segunda-feira, no âmbito da operação “Guita Fácil”, conduzida pela Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica.
- O grupo desmantelou uma rede que, em dois meses, desviou cerca de 250 mil euros de empresas estrangeiras através de golpes do tipo “CEO Fraud”.
- Os burlões imitavam endereços de email de fornecedores reais para solicitar pagamentos de faturas em dívida para contas domiciliadas em Portugal, geridas pelos suspeitos.
- Foram detidos crimes entre agosto e setembro de 2024, incluindo branqueamento de capitais, burla qualificada, falsidade informática e extorsão.
- Em um caso, os suspeitos obrigaram uma vítima a entregar dinheiro e bens sob ameaça de violência física, e recrutaram pessoas para ceder as suas contas bancárias às burlas.
A Polícia Judiciária desmantelou uma rede de burlões que, em apenas dois meses, desvio 250 mil euros de empresas estrangeiras. O método utilizado foi o ‘CEO Fraud’, com cópia de endereços de correio eletrónico de fornecedores reais.
Nove jovens, entre os 21 e os 26 anos, foram detidos na terça-feira pela Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica. Estão indiciados por branqueamento de capitais, burla qualificada, falsidade informática e extorsão.
Os crimes ocorreram entre agosto e setembro de 2024, períodos durante os quais o grupo recrutou pessoas para cederem as suas contas bancárias. As contas serviam para receber os valores das burlas.
Detenção e acusações
Num dos casos descritos pela PJ, os suspeitos obrigaram uma vítima a entregar dinheiro e bens mediante ameaça de violência física. As investigações continuam para apurar a totalidade dos alvos e operações envolvidas.
A PJ indica que as transações profissionais envolviam empresas estrangeiras, com fundos que transitavam por contas domiciliadas em Portugal. O objetivo era redirecionar pagamentos de faturas pendentes.
A operação integra o conjunto de ações de combate a crimes informáticos, com cooperação entre unidades da PJ e avaliações da atividade financeira dos suspeitos. As ordens de detenção foram executadas na terça-feira.
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