- Marius Borg Høiby, enteado do príncipe herdeiro da Noruega, testemunha no julgamento por violação e violência doméstica em Oslo, emocionando-se durante o depoimento.
- O jovem, de 29 anos, enfrenta trinta e oito acusações, incluindo violação com penetração e violação sem penetração filmadas com o telemóvel; nega que os vídeos mostrem atos sem consentimento.
- O caso concentra-se numa festa de 2018 na cave da residência do príncipe, onde a polícia diz que ele filmou um ato sexual com uma mulher inconsciente; o réu sustenta que a relação foi consentida e que pediu à mulher para se ir embora.
- A suposta vítima afirma não ter consentido e que não estava em condições de consentir; os procuradores argumentam que não estava em condições de consentir.
- O julgamento deve prolongar-se até 19 de março; a família real enfrenta impactos na reputação, com a princesa Mette-Marit sob escrutínio por ligações com Jeffrey Epstein, e não planeiam aparecer no tribunal nas próximas semanas.
Marius Borg Høiby, enteado do príncipe herdeiro da Noruega, está a testemunhar no julgamento por violação e violência doméstica em Oslo. O jovem de 29 anos negou que os vídeos no telemóvel mostrem actos de violação, durante o segundo dia de audiência.
Høiby emociona-se várias vezes no tribunal, alegando ter crescido sob os holofotes. A defesa afirma que a imprensa o acompanha desde pequeno e que ele era influenciado por medicação forte, assegurando que tentará apresentar-se da melhor forma.
O tribunal ouviu que o réu afirma ter sido alvo de assédio mediático desde a infância. O arguido descreveu-se como alguém sujeito a pressão pública constante, e pediu compreensão durante o processo.
Entre as acusações, estão uma violação com penetração e três violações sem penetração, alegadamente filmadas pelo próprio telemóvel. O réu sustenta que não partilhou os vídeos e que não houve consentimento de que mostrassem agressão.
Crimes teriam ocorrido numa festa na cave da residência do príncipe herdeiro, em 2018, nos arredores de Oslo. Segundo os procuradores, o vídeo demonstra que houve relação com uma mulher inconsciente. A polícia mostrou o material à justiça à porta fechada.
O réu admitiu relações sexuais com a mulher, mas negou que tenha ocorrido outro acto sexual enquanto ela estaria inconsciente, afirmando ter ajudado a pessoa a partir do local. A mulher, cuja identidade não pode ser revelada, informou à polícia que não consentiu com o acto.
No início do julgamento, o Ministério Público manteve que as provas sustentam as acusações mais graves. Høiby declarou ainda que não participou em quaisquer actos com consentimento nulo ou perigoso. O caso já gerou grande reverberação na sociedade norueguesa.
A pena prevista para crimes graves pode atingir vários anos de prisão, dependendo da avaliação judicial. O julgamento decorre até 19 de Março, numa altura em que a família tem enfrentado escrutínio público e polémicas associadas a ligações da princesa Mette-Marit a outras figuras controversas.
Contexto familiar e impactos
O processo coincide com o escrutínio público sobre a princesa Mette-Marit, relacionado com mensagens trocadas entre ela e Jeffrey Epstein. O casal não tem presença marcada no tribunal nas próximas semanas, enquanto a popularidade da família real continua a sofrer abalos.
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