- A filha mais nova de Vladimir Putin, Katerina Tíjonova, lidera um laboratório associado ao Neiry Group que desenvolve pombos com microcircuitos para fins de vigilância.
- Os pombos recebem chips no cérebro ligados a uma bateria solar no dorso e a uma câmara de vídeo, tornando‑os biodrones teleguiados.
- Os implantes permitem controlar voos e ações das aves, com aplicações previstas em vigilância de instalações industriais e militares, além de socorro.
- O professor Mikail Lebedev, da Universidade Estadual de Moscovo, colabora com o laboratório; o biólogo Vasili Popkov dirige as interfaces neuronais invasivas.
- O projeto tem investidores sob a alçada do presidente russo e de uma fundação de Vladimir Potanin; a Neiry, desde 2018, faturou cerca de mil milhões de rublos (aproximadamente 11 milhões de euros).
O departamento científico tunisado pela filha mais nova de Vladimir Putin está a desenvolver pombos-espiões através de implantes cerebrais. O objetivo é criar biodrones teleguiados com aplicações de vigilância. A notícia surge com base numa reportagem da Meduza.
A equipa é liderada por Katerina Tíjonova, que dirige o laboratório associado ao grupo Neiry, especializado em inteligência artificial. Mikail Lebedev, professor da Universidade Estatal de Moscovo, colabora com o laboratório de Tíjonova.
O projeto envolve o biólogo Vasili Popkov, que já participou em experiências semelhantes com ratos. Popkov dirige o desenvolvimento de interfaces neuronais invasivas para controlar voos e ações dos pombos.
Segundo a Meduza, o Neiry Group recebe financiamento de várias organizações vinculadas ao Kremlin, incluindo uma fundação associada ao oligarca Vladimir Potanin. O objetivo declarado é aplicar a tecnologia tanto na indústria como em operações de socorro.
Os pombos-espiões são descritos com um cabo visível que sai da cabeça, conectado a um pacote dorsal com bateria solar e uma câmara frontal. Os implantes ficam no cérebro e permitem estímulos elétricos para orientar comportamentos.
Alexander Panov, fundador do Neiry, compara o controlo da ave ao manejo de montaria ou à adequada condução de animais. Especialistas citados pela Meduza ressaltam o elevado investimento no grupo.
A Forbes reporta que o Neiry faturou cerca de 481 milhões de rublos desde 2018 e atraiu aproximadamente 11 milhões de euros em financiamento para os seus projetos. O financiamento envolve várias entidades próximas do poder russo.
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