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Clã do Golfo suspende negociações com Governo colombiano

Clã do Golfo suspende negociações de paz com o governo colombiano, alegando quebra de confiança após alegação de divulgação de nomes aos EUA

Grupo criminoso Clã do Golfo suspende conversações com Governo colombiano
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  • O grupo criminoso Clã do Golfo suspendeu as negociações de paz com o Governo colombiano, alegando que nomes de líderes de operações de narcotráfico teriam sido comunicados aos Estados Unidos durante a reunião entre o presidente Gustavo Petro e o presidente dos EUA na Casa Branca.
  • A organização afirma que, se comprovadas as informações, é um ataque à boa-fé e aos compromissos da mesa de negociações, e decidiu suspendê-las provisoriamente enquanto ocorrem consultas internas.
  • Um documento em inglês, alegadamente entregue às autoridades norte‑americanas, lista três líderes com ações norte-americanas planeadas para os próximos meses: Jobanis de Jesús Ávila, conhecido como Chiquito Malo; Gustavo Giraldo Quinchía, ou Pablito; e Néstor Gregorio Vera, também chamado Iván Mordisco.
  • O Governo colombiano, que negocia o Plano de Paz Total em Doha com apoio de vários países, ainda não comentou as alegações nem o alcance dos compromissos assumidos com os Estados Unidos.
  • Em dezembro, os Estados Unidos classificaram o Clã do Golfo como Organização Terrorista Estrangeira, com sanções financeiras e possível ação criminal para quem apoiar o grupo.

O grupo criminoso Clã do Golfo suspendeu hoje as negociações de paz com o Governo colombiano. A decisão surge após alegadamente terem sido comunicados aos Estados Unidos os nomes de líderes de operações de narcotráfico.

Segundo a autointitulada Exército Gaitanista da Colômbia, a informação foi partilhada durante um encontro na Casa Branca entre o Presidente colombiano, Gustavo Petro, e o Presidente dos EUA, Donald Trump.

O Governo de Petro tem mantido conversas com o Clã do Golfo em Doha desde setembro, com apoio de Qatar, Espanha, Noruega e Suíça, para implementar o plano de Paz Total de Petro, que foi consagrado como lei em 2022.

Desenvolvimento das negociações

O grupo afirma ter decidido suspender provisoriamente as negociações para consultas internas e para confirmar a veracidade das notícias veiculadas pela imprensa local.

Nomes citados

A defesa colombiana confirmou que houve uma reunião entre as duplas executiva e militar do Clã do Golfo para avaliar a situação, sem adiantar pormenores sobre sanções ou ações futuras.

O ministro da Defesa colombiano indicou, em entrevista, que Petro e Trump teriam assumido compromissos para combater alvos de alto nível ligados ao narcotráfico e a grupos armados ilegais.

Repercussão e contexto

Um documento em inglês, alegadamente entregue às autoridades norte-americanas, lista três líderes que poderiam ser alvo de ações nos próximos dois meses.

Entre os nomes mencionados estão Chiquito Malo, líder do Clã do Golfo, Pablito, do Comando Central do ELN, e Iván Mordisco, chefe do Estado-Mior Central dissidente das FARC.

Na sexta-feira, uma análise da Fundação Ideias para a Paz indicou que o Clã do Golfo terá cerca de 9.840 membros e afirmou que o grupo tem cumprido compromissos da política de paz defendida pelo Governo.

O Governo colombiano ainda não reagiu publicamente às alegações do grupo nem ao alcance dos compromissos assumidos em sede bilateral com os EUA.

Em dezembro, os EUA classificaram o Clã do Golfo como organização terrorista estrangeira, com sanções financeiras, congelamento de bens e possíveis acusações a apoiantes.

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