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Cirurgias oncológicas sobem 67%, mas 25% dos doentes continuam à espera

Cirurgias oncológicas sobem 67% desde 2020; 25,4% dos doentes operados fora do Tempo Máximo de Resposta Garantida, segons a DGS

Mais de 1,5 milhões de portugueses continuam sem médico de família
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  • O SNS operou 31.178 doentes oncológicos a mais em 2024 face a 2020, um aumento de 67% em cinco anos; o programa OncoStop acelerou quase 10 mil cirurgias extra no último ano.
  • 25,4% dos doentes foram operados depois de ultrapassado o Tempo Máximo de Resposta Garantida (TMRG), isto é, mais de 20 mil pessoas.
  • A sobrevivência a cinco anos é superior a 90% para cancro da mama e atinge 96% no cancro da próstata; Portugal regista 240 óbitos por 100 mil habitantes, abaixo da média da União Europeia (250).
  • A DGS atribui o sucesso ao reforço dos rastreios, diagnósticos precoces e ao acesso crescente a tratamentos inovadores, como imunoterapia e terapias com células CAR-T.
  • Em 2024 houve um aumento de 10% no acesso a quimioterapia e radioterapia, com mais de 400 mil doentes tratados, quase todos em regime ambulatório.

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) tratou mais 31.178 doentes oncológicos em 2024 do que em 2020, um aumento de 67% num período de cinco anos. O programa de emergência OncoStop acelerou quase 10 mil cirurgias adicionais no último ano, mas persiste a pressão com atrasos.

Mais de um quarto dos doentes operados ultrapassou o Tempo Máximo de Resposta Garantida (TMRG). Em concreto, 25,4% dos pacientes tiveram cirurgia após o limite definido, refletindo desafios de capacidade e de organização logística.

Indicadores de tempo de resposta e mortalidade

Apesar dos atrasos, a sobrevivência a cinco anos para alguns tipos de cancro em Portugal é entre as mais altas da Europa. A taxa para cancro da mama supera os 90% e para cancro da próstata atinge 96%. A mortalidade por 100 mil habitantes situa-se em 240, abaixo da média UE (250).

O reforço dos rastreios, diagnósticos precoces e o acesso a tratamentos inovadores contribuem para os resultados. Em 2024, houve um aumento de 10% no acesso a quimioterapia e radioterapia, com mais de 400 mil doentes tratados, principalmente em regime ambulatório, segundo a DGS.

Perspectivas de mortalidade e carga de doença

Isabel Fernandes, diretora do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, destaca a descida da mortalidade padronizada, especialmente nos cancros do cólon e estômago, atribuída ao maior acesso a medicação. A nota mais preocupante fica para os anos de vida perdidos: 47.381 anos potenciais de vida, quase o dobro das mortes prematuras por doenças cardiovasculares.

Os cancros do pulmão e do aparelho digestivo continuam a ser as principais causas de morte abaixo dos 75 anos, afetando significativamente mais homens do que mulheres.

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