- Um rascunho de e‑mail de Jeffrey Epstein, divulgado pelo Departamento de Justiça dos EUA, menciona relações extraconjugais de Bill Gates.
- O divórcio de Gates, em 2021, tinha sido motivado pela relação com Epstein, que morreu em 2019.
- O e‑mail afirmava que Epstein se gabava de ter ajudado Gates a obter medicamentos para “remediar as consequências de relações sexuais com raparigas russas”.
- Melinda French Gates disse que compete aos envolvidos responder às perguntas e afirmou estar contente por ter se afastado da “lama”, confirmando o papel da relação entre Gates e Epstein na separação.
- Bill Gates negou as alegações, dizendo que o e‑mail nunca foi enviado e que esteve com Epstein apenas em jantares, sem ter ido à ilha nem ter conhecimento de encontros com mulheres através dele; os documentos não apresentam novos elementos de processos, mas mostram ligações entre Epstein e várias personalidades.
Um rascunho de e-mail de Jeffrey Epstein, divulgado a 30 de janeiro pelo Departamento de Justiça dos EUA, revela alegadas relações extraconjugais de Bill Gates, cofundador da Microsoft. O material integra o lote de documentos do caso Epstein. O conteúdo não indica envio, mas menciona supostas ligações entre as partes.
A informação surge no contexto do divórcio de Gates, concluído em 2021, que teve como um dos fatores a relação com Epstein, condenado por crimes sexuais. A notícia levanta questões sobre a natureza dessas ligações no passado do empresário.
A mensagem descreve Epstein presumivelmente a ajudar Gates a obter medicamentos para lidar com as consequências de relações com jovens, segundo o rascunho. Gates negou veementemente as acusações durante entrevistas e informou que o eletrônico documento não foi enviado nem corresponde à realidade.
Gates afirmou, em entrevista à televisão australiana 9News, que esteve apenas em jantares com Epstein e que não frequentou a ilha nem teve relações envolvidas com outras pessoas através dele. O bilionário pediu desculpas pelo período, descrevendo como erro e ressaltando que não se enquadra no comportamento imputado.
A ex-mulher de Gates, Melinda French Gates, respondeu a perguntas da NPR sobre as revelações, afirmando que cabe a Gates e a outras pessoas explicarem a situação. Ela reiterou que se afastou de tudo o que ficou associado ao caso Epstein e que o tempo da separação refletiu essa escolha.
O Departamento de Justiça dos EUA informou que os mais de três milhões de documentos divulgados não trazem elementos novos para abrir processos adicionais. O número dois do DOJ, Todd Blanche, explicou que a menção do nome de alguém no processo não implica, por si só, culpa ou ilegalidade.
Epstein ficou sob custódia na altura do seu arresto, em 2019, e morreu na prisão federal de Nova Iorque. Ele era acusado de tráfico sexual de jovens e poderia enfrentar uma pena de até 45 anos de prisão. As informações divulgadas mantêm o foco na factualidade dos documentos e nas declarações das partes envolvidas.
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