- O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu que as Forças Armadas estejam automaticamente convocadas em situações de calamidade, citando a tempestade Kristin como exemplo.
- Sublineu que é necessário pensar no relacionamento entre as Forças Armadas e a Proteção Civil, fazendo referência à existência permanente da Guarda Nacional Republicana na Proteção Civil.
- Autarcas queixaram-se de que as Forças Armadas surgiram mais tarde no terreno para apoiar as populações afetadas pela passagem da tempestade Kristin.
- O Comandante Supremo das Forças Armadas disse que, no futuro, as Forças Armadas, com o seu poder logístico, devem estar ligadas naturalmente à Proteção Civil de forma instantânea, sem necessidade de requisição.
- Marcelo Rebelo de Sousa voltou a manifestar preocupação com a aplicação no terreno das medidas do Governo para apoiar as populações afetadas, destacando a importância do papel dos municípios e das freguesias.
Marcelo Rebelo de Sousa defendeu ontem, em Ourém, que as Forças Armadas sejam automaticamente convocadas em situações de calamidade, com uma ligação direta à Proteção Civil. A observação surge após queixas de autarcas sobre atrasos na mobilização durante a tempestade Kristin, que há uma semana devastou parte do país.
O Presidente destacou que a GNR já está integrada na estrutura da Proteção Civil e defendeu um modelo em que as Forças Armadas se conectem de forma automática, aproveitando o poder logístico existente. O objetivo é acelerar respostas sem depender de solicitações formais.
Apoio no terreno e ligações entre forças
O Comandante Supremo das Forças Armadas, após visitar o Serviço Municipal de Proteção Civil de Ourém, sustentou que o mecanismo deveria funcionar por ligação direta entre as Forças e a Proteção Civil, de modo instantâneo. A reformulação inclui um papel mais coordenador do Estado Maior das Forças Armadas.
Marcelo Rebelo de Sousa também reforçou preocupações sobre a aplicação prática das medidas governamentais para as populações afetadas. Em Pedrógão Grande, sublinhou a importância de que o apoio chegue efetivamente às pessoas, destacando o papel dos municípios e das freguesias na operacionalização.
Avaliação das ações governamentais
O Presidente reconheceu que houve momentos de acerto e outros de menor eficácia na resposta à crise. Considerou positiva a reação inicial do Primeiro-Ministro em dirigir-se à Proteção Civil, mas apontou falhas na perceção da extensão da calamidade. As ações seguintes, com visão mais abrangente e uma equipa mais completa, foram vistas como mais adequadas.
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