- A adolescência envolve mudanças sociais, emocionais e físicas.
- A ansiedade é um sintoma comum nessa fase, expressando confusão interna que o jovem pode ter dificuldade em gerir.
- Muitos adultos desvalorizam ou atribuem a ansiedade a uma “fase da idade”, mas é essencial ouvir com disponibilidade e afeto.
- O acolhimento da ansiedade pelos adultos facilita que o adolescente partilhe o que a originou e procure libertar-se dela.
- Recomendação: não fugir nem desvalorizar a ansiedade; ouvir com afeto e apoiar o jovem a crescer de forma mais equilibrada.
- Este artigo é das psicólogas clínicas Cátia Lopo e Sara Almeida, da Escola do Sentir.
A adolescência é uma fase de mudanças sociais, emocionais e físicas. Para muitos jovens, estes períodos de transformação podem ocorrer com equilíbrio, mas para outros surgem sobressaltos que afetam o desenvolvimento.
A ansiedade é um sintoma frequente neste contexto. Ela pode expressar o que está confuso e desorganizado interiormente, atuando como uma forma de libertação emocional. Com frequência, adultos desvalorizam ou atribuem apenas a uma fase, sem olhar para o que a ansiedade comunica.
Diante destes sinais, não fugir da ansiedade é crucial. Ouvi-la com disponibilidade e afeto, sem exigir explicações imediatas, pode ajudar o adolescente a identificar a origem e libertar-se do aperto emocional.
Como lidar com a ansiedade na adolescência
Acolher a ansiedade, em vez de desvalorizar, é o primeiro passo. A presença estável e o ouvido atento ajudam o jovem a partilhar sentimentos difíceis de gerir.
Entre os recursos úteis estão abordagens de apoio emocional, comunicação aberta e reconhecimento das experiências vividas pelo adolescente. Este conjunto facilita que o jovem encontre estratégias para manter o equilíbrio emocional.
Após o acolhimento, é possível explorar junto do adolescente as causas da ansiedade. O objetivo é promover um desenvolvimento mais tranquilo, estável e saudável, sem pressões indevidas.
O papel dos adultos e do ambiente
Os adultos devem evitar julgamentos ou pressões desnecessárias. A disponibilidade e o afeto consistem em fatores determinantes para que o jovem sinta segurança para partilhar o que o aflige.
Em paralelo, criar rotinas, incentivar atividades saudáveis e promover recursos de apoio pode reduzir o impacto da ansiedade. A orientação profissional pode ser necessária quando os episódios se tornam frequentes ou intensos.
Fonte: psicólogas Cátia Lopo e Sara Almeida, Escola do Sentir.
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