- Ansião tem mais de uma centena de pessoas realojadas e 35% do território sem energia eléctrica.
- No quartel dos Bombeiros trabalham pessoas que precisam de aparelho de suporte ou terapia de oxigénio, com energia elétrica instável.
- Ainda falta restabelecer mais de duas mil e quinhentas residências; 65% da rede é alimentado por geradores, o que não garante estabilidade.
- O município tem praticamente 90% de água disponível, mas as comunicações estão muito instáveis e há muitos habitantes sem televisão nem internet.
- O concelho precisa de mão-de-obra qualificada e de telhas; o estaleiro municipal recebe material para ser distribuído; até ao momento são abertas cinco escolas para apoio às famílias; dez pessoas morreram desde a semana passada devido ao mau tempo, com o Governo a decretar calamidade para 68 concelhos e um apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Ansião recebe realojados e enfrenta queda prolongada de energia. Mais de uma centena de pessoas já foi realojada no município, onde 35% do território permanece sem fornecimento elétrico. A autarquia pede telhas e mão-de-obra qualificada para reconstrução.
Segundo o presidente da Câmara, Jorge Cancelinha, há residentes em IPSS, no quartel dos Bombeiros Voluntários de Ansião e junto de familiares. Muitos dependem de aparelhos de suporte médico que precisam de energia estável.
O papel da energia é decisivo: 65% da rede está ligada a geradores, enquanto 35% carece de restabelecimento. A situação persiste há uma semana, com registos de cortes de água em habitações altas e condicionamentos de serviços básicos.
A água chega a praticamente 90% do território municipal, mas as comunicações permanecem instáveis. Há postos provisórios e serviços de telecomunicações com respostas aquém do necessário, principalmente na sede do concelho.
Para mitigar impactos, o Município abriu locais de apoio, incluindo o Centro Cultural de Ansião, para teletrabalho e atividades de apoio às famílias. A disponibilidade de telhas é vista como prioridade essencial.
Entidades e extensão da crise
As autoridades destacam a necessidade de mão-de-obra qualificada, dada a mobilização de recursos já em curso. O estaleiro municipal funciona como ponto de recolha para as telhas, que serão distribuídas conforme a necessidade das habitações afetadas.
O mau tempo causado pela depressão Kristin provocou estragos em vários concelhos da região. Dez pessoas morreram a nível nacional desde o início da semana; o Governo declarou calamidade até domingo para 68 concelhos.
As autoridades locais asseguram que o conjunto de medidas visa estabilizar serviços essenciais, facilitar realojos e acelerar o restabelecimento de redes de energia, água e comunicações.
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