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Alentejo Central cria fundo solidário e envia material às áreas atingidas

Alentejo Central cria fundo de sessenta mil euros e prevê enviar vinte camiões com bens às zonas afetadas pela depressão Kristin

Mau tempo: Alentejo Central cria fundo solidário e envia material para áreas atingidas
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  • Os 14 municípios do Alentejo Central criaram um fundo solidário já com 60 mil euros e vão enviar 20 camiões com bens para zonas afetadas pela depressão Kristin.
  • O material inclui lonas, telhas, luvas e outros itens; dois camiões já partiram e os restantes devem seguir conforme recebimento de materiais e indicação de necessidades.
  • A iniciativa conta com o apoio da Proteção Civil, bombeiros, juntas de freguesia e outras entidades, e envolve coordenação com CIM (comunidades intermunicipais) das regiões mais afetadas.
  • A CIMAC reativou a rede de cooperação interna, criada durante a pandemia, para apoiar também outros municípios do país além dos da sua região.
  • Em termos de contexto, o temporal causou várias mortes e danos materiais em várias regiões, com o Governo a decretar calamidade para 68 concelhos e a anunciar medidas de apoio de até 2,5 mil milhões de euros.

O Alentejo Central criou um fundo solidário para responder ao mau tempo. 14 municípios que integram a CIMAC já reuniram 60 mil euros e vão enviar 20 camiões com bens para as zonas mais afetadas pela depressão Kristin. A revelação foi feita hoje.

Carlos Zorrinho, presidente da CIMAC e autarca de Évora, confirmou que a verba já existe e continua a receber subscrições. O objetivo é articular o apoio com outras CIMs das zonas mais atingidas pela tempestade.

Os municípios também estão a recolher materiais de construção, como lonas, telhas e luvas, para envio agregado. O conjunto de bens deverá perfazer a capacidade de 20 camiões, com o apoio da Proteção Civil, bombeiros e juntas de freguesia.

Fundo solidário do Alentejo Central

Dois camiões já partiram com material angariado. Nos próximos dias, outros seguirão conforme o material chegue ao ponto de carregamento e seja indicado o destino de entrega. A cooperação interna foi reativada a partir da pandemia.

Zorrinho sublinhou a importância de manter a rede de cooperação, que pode apoiar também municípios de outras regiões. A iniciativa visa responder aos fenómenos extremos e reforçar a resiliência local.

A CIMAC reúne Alandroal, Arraiolos, Borba, Estremoz, Évora, Montemor-o-Novo, Mora, Mourão, Portel, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Vendas Novas, Viana do Alentejo e Vila Viçosa.

Despesas, danos e resposta pública

Desde a semana passada, já faleceram 10 pessoas em consequência do mau tempo. Cinco mortes estão associadas diretamente à depressão Kristin; uma vítima foi anunciada pela Câmara da Marinha Grande, somando-se a quatro óbitos por quedas de telhados ou intoxicação com gerador.

Os impactos incluem destruição de casas, empresas e infraestruturas, quedas de árvores, estradas cortadas e serviços de transporte, bem como fecho de escolas, cortes de energia, água e comunicações. Leiria, Coimbra e Santarém registam os maiores estragos.

O Governo declarou calamidade para 68 concelhos até domingo e anunciou um pacote de apoio financeiro que pode chegar aos 2,5 mil milhões de euros. Os dados oficiais indicam uma resposta rápida e coordenada às necessidades emergentes.

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