- A presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, apresentou um balanço sobre a gestão de cheias, destacando o rio Sado em Alcácer do Sal como um dos casos mais preocupantes.
- A depressão Leonardo já afetou toda a região sul, com descargas em todas as barragens do Algarve, incluindo a Bravura, que há anos não descarregava tanto. O rio Guadiana também está a atingir níveis elevados por descargas de Espanha.
- A diretora do Departamento de Recursos Hídricos da APA alertou que a próxima noite e a manhã de quinta-feira serão decisivas devido à chuva prevista, especialmente no centro e norte do país.
- Prevê-se elevado risco de inundações significativas para o Rio Vouga (com várias zonas do sul do Olho regional), o Rio Mondego e o Rio Tejo, bem como para o Rio Sado, com várias localidades em risco.
- Portugal continental continua sob depressão Leonardo, com chuva persistente até sábado, além de neve, vento e agitação marítima; Alcácer do Sal registou inundações, com encerramento de escolas nas quinta e sexta-feira; o Sado chegou a transbordar.
O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, apresentou esta quarta-feira um balanço sobre a gestão de cheias, destacando o rio Sado em Alcácer do Sal como um dos casos mais preocupantes. A reunião contou com a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.
Machado afirmou que a depressão Leonardo já afetou a região sul, com descargas nas barragens do Algarve, incluindo a Bravura, que históricamente tinha limites baixos. Também mencionou que o rio Guadiana está a chegar a níveis elevados devido a descargas em Espanha.
Maria Felisbina Quadrado, diretora do Departamento de Recursos Hídricos da APA, avisou que a próxima noite e manhã serão cruciais por esperar muita chuva, principalmente no centro e norte. Citou rios como Tejo, Mondego, Lima e Douro entre os afetados.
Previsão e áreas de risco
Para hoje e quinta-feira, o instituto prevê elevado risco de inundações significativas no Vouga, com áreas como Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mira e Cantanhede, entre outras. Águiida, a cidade de Águeda pode também ser atingida.
O Mondego poderá subir, colocando zonas de Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho e Soure em situação de alerta. O Tejo pode ver o caudal aumentar em várias taqueadas ao longo de Abrantes, Santarém e Vila Franca de Xira.
No Sado, Alcácer do Sal e Santiago do Cacém permanecem sob vigilância; o Sado é também foco de preocupações em Alcácer do Sal devido à situação de cheias. Outros rios sob acompanhamento são o Lima, o Cávado, o Ave e o Douro, com previsões de inundações em diversas municipalidades.
No Lima, há risco elevado em Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Ponte de Lima. No Cávado, Braga, Esposende, Braga e Esposende devem permanecer atentos. Em Santo Tirso, Trofa, Vila Nova de Famalicão, o Rio Ave pode também inudar.
Impactos locais e medidas
O Sado em Alcácer do Sal já provocou transbordos, com zonas da cidade inundadas e equipamentos urbanos afetados. Em consequência, as escolas de Alcácer do Sal foram encerradas na quinta e na sexta-feira.
O monitorização continuará com foco na evolução dos caudais e na disseminação de informações oficiais. As autoridades apelam à população para evitar áreas sob alagamento e manter-se informada pelos canais oficiais.
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