- O Sindicato dos Jornalistas na Lusa criticou a prestação de contas anual da direção de informação ao parlamento, considerando-a ingerência política.
- Susana Venceslau disse que o jornalismo não deve ser escrutinado pelo poder político e que a Assembleia da República apenas pode solicitar informações conforme o estatuto.
- Na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, discutiu-se o novo modelo de governação da Lusa e os novos estatutos.
- A representante sindical afirmou que a administração deve prestar contas, mantendo a linha editorial independente, e criticou a pouca presença de jornalistas no Conselho Consultivo.
- Foi sugerida a possibilidade de fusão entre a Lusa e a RTP, e voltou a defender-se o reforço das competências e condições dos jornalistas; o SITE-CSRA pediu um Livro Branco sobre o serviço da Lusa.
A delegada sindical Susana Venceslau afirmou, na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, que a prestação de contas anual da direção de informação da Lusa ao parlamento é ingerência política. Ela argumentou que o jornalismo não deve ser escrutinado pelo poder político, especialmente na Assembleia da República.
Durante a audiência aos sindicatos da Lusa, o debate incidiu sobre o novo modelo de governação e os estatutos da agência. O Parlamento pode exigir informações ao Conselho de Administração e ao diretor de informação quando assim o determinem as regras regimentais, conforme o artigo 21.º dos estatutos.
Susana Venceslau defendeu a independência da linha editorial e pediu que a administração preste contas, com relatórios e transparência. Questionou a influência do poder político na instituição e criticou a escassez de verbas e de condições de trabalho para os jornalistas.
A delegada sindical também criticou o Conselho Consultivo, apontando que há pouca representação de jornalistas e uma presença maior de representantes do poder político e dos patrões. Ela sugeriu maior pluralidade e relevância vinculativa dos pareceres do órgão.
A discussão incluiu ainda a eventual fusão entre a Lusa e a RTP, apontada pela delegada como potencial risco para a autonomia da agência. Reforçou-se a necessidade de reforço das competências da Lusa, com melhores condições salariais para os jornalistas.
O SITE-CSRA defendeu a elaboração de um Livro Branco sobre o serviço da Lusa, como instrumento de clarificação e orientação. A posição foi apresentada pelo delegado Rui Nunes, que entende tratar-se de uma medida de conveniência.
Essas posições surgem no âmbito de uma avaliação legislativa sobre o modelo de governação da Lusa e os seus estatutos, com foco na independência editorial e na transparência administrativa.
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