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SEIA: CISE destaca importância dos lameiros e das práticas tradicionais

CISE realça que lameiros de montanha, prados de feno, sustentam biodiversidade e economia local, mas risco com despovoamento e envelhecimento

SEIA: CISE destaca importância dos lameiros e das práticas tradicionais
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  • O Centro de Interpretação da Serra da Estrela assinalou o Dia Mundial das Zonas Húmidas, destacando o papel das práticas agrícolas tradicionais na proteção de habitats de montanha, especialmente lameiros.
  • Os lameiros são prados usados há séculos para feno, produzindo alimento para o gado e servindo também como áreas de pastoreio quando não estão vedados.
  • Além da produção de feno, estes espaços ajudam a regulação da água, a fertilidade dos solos, a reciclagem de nutrientes e a retenção de carbono, contribuindo para a prevenção de cheias e da degradação da paisagem.
  • Substancial biodiversidade, produção de leite, queijo e carne, e a sustentação de comunidades locais são benefícios associados aos lameiros.
  • O despovoamento e o envelhecimento do interior, juntamente com a redução de práticas tradicionais e apoio insuficiente, colocam estes sistemas em risco de perda.

O Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) celebra o Dia Mundial das Zonas Húmidas ao enfatizar o papel das práticas agrícolas tradicionais na conservação de habitats de montanha. Foco nos lameiros, também chamados prados de feno ou de lima, e no património associado.

Os lameiros resultam de séculos de gestão humana e técnicas agrícolas transmitidas entre gerações. São habitats seminaturais que equilibram ecossistemas de montanha e sustentam atividades agro-pastoris.

Tradicionalmente, o feno é produzido entre a primavera e o início do verão. Hoje, guarda-se em fardos para alimentar o gado no inverno, e, quando vedados, funcionam como áreas de pastoreio.

Além da produção, os lameiros trazem benefícios ambientais: regulação da água, melhoria de solos, reciclagem de nutrientes e retenção de carbono. Contribuem para mitigar cheias e manter a paisagem estável.

São espaços de elevada biodiversidade e são fonte de leite, queijo e carne. Sustentam, assim, as comunidades locais que dependem destes recursos.

O CISE alerta para os riscos atuais: despovoamento rural e envelhecimento da população do interior colocam estes habitats em perigo. A redução do pastoreio extensivo e de práticas tradicionais agrárias aumenta esse risco.

A instituição aponta ainda a necessidade de apoios adequados para manter a gestão tradicional, os serviços ecológicos e a sustentabilidade económica dos lameiros no território.

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