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Presidente do INEM afirma que novo modelo de triagem terá evitado mais mortes

INEM afirma que o novo modelo de triagem, em vigor desde janeiro, evita mortes nos picos de procura ao diferenciar prioridades e acelerar respostas

Presidente do INEM diz que novo modelo de triagem terá evitado mais mortes
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  • O presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, afirmou que o novo modelo de triagem nos CODU, em vigor desde janeiro, salvaguardou o socorro nos períodos de maior pico ao distinguir emergências de situações menos graves.
  • O sistema passou a ter cinco níveis de prioridade (emergente, muito urgente, urgente, pouco urgente e não urgente) com tempos de resposta definidos; as não urgentes são encaminhadas para o SNS 24.
  • Os tempos de resposta variam por nível: P1 e P2 entre oito e dezoito minutos; P3 e P4 até sessenta e até cento e vinte minutos.
  • No parlamento, o presidente do INEM reiterou que a falta de diferenciação prejudicava a gestão de meios, citando que um enfarte ou um AVC não podiam receber o mesmo tratamento que situações menos graves.
  • A instituição reconheceu limitações estruturais na região da península de Setúbal e no Algarve, mas afirmou que o reforço de meios e a reorganização da triagem ajudam a evitar casos graves, embora haja indisponibilidade de ambulâncias na região, segundo a Liga dos Bombeiros Portugueses.

O INEM apresentou hoje a defesa de que o novo modelo de triagem por telefone, aplicado desde janeiro nos CODU, pode evitar mortes em períodos de maior procura. Segundo o presidente Luís Mendes Cabral, a diferenciação entre prioridades transforma a resposta à emergência.

Durante a intervenção na Comissão de Saúde, Cabral explicou que o novo sistema classifica solicitações em cinco níveis de prioridade, com tempos de resposta definidos conforme a gravidade. O objetivo é evitar que casos menos urgentes ocupem recursos de forma indistinta.

O modelo anterior tendia a classificar a maioria das ocorrências como P3, o que dificultava a gestão dos meios. O responsável destacou que, com a triagem atual, as situações de risco de vida recebem resposta mais rápida, enquanto as menos urgentes podem ser encaminhadas para outros serviços.

A reunião ocorreu a pedido do PS e do Chega, na sequência da morte de um homem de 78 anos no Seixal, após uma espera de cerca de três horas por socorro. O INEM detalhou que, hoje, há um tempo de resposta específico para cada prioridade.

Estrutura e prazos da nova triagem

O INEM esclarece que o sistema mantém os mesmos fluxogramas e perguntas técnicas, mas altera a interpretação clínica dos sintomas. As categorias vão de emergentes a não urgentes, com tempos variados que vão desde atuação imediata até 120 minutos.

Os utentes passam a receber informação sobre a prioridade atribuída, o tempo estimado de chegada e o encaminhamento decidido. Em casos pouco urgentes, o encaminhamento pode ser direto ao SNS 24.

Limitações regionais e perspetivas

Cabral sublinhou que, a nível nacional, o funcionamento é adequado, mas reconheceu constrangimentos estruturais na Península de Setúbal e no Algarve, agravados em períodos de maior procura. A Liga dos Bombeiros Portugueses informou falta de ambulâncias disponíveis na região.

O presidente do INEM afirmou que o reforço de meios e a reorganização da triagem contribuíram para evitar casos graves adicionais. Alega que, sem a diferenciação, a necessidade de resposta rápida em situações críticas poderia ter sido menor.

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