- Pelo menos 14 migrantes morreram numa colisão entre uma embarcação da guarda costeira grega e um barco de imigrantes, ao largo da ilha de Chios, no mar Egeu, hoje.
- A operação contou com quatro embarcações, um helicóptero da força aérea e um barco privado com mergulhadores; 25 migrantes foram resgatados e dois guardas ficaram feridos.
- Entre os feridos estão sete crianças e uma mulher grávida, segundo a estação pública ERT e a agência ANA.
- A lancha de patrulha da guarda costeira terá avistado previamente o barco de migrantes; os sinais de alerta foram acionados, mas a outra embarcação afastou-se.
- Não se sabe ainda o número exato de ocupantes da lancha; continua a celebra-se uma operação de busca e salvamento.
Pelo menos 14 migrantes morreram hoje após uma colisão entre uma embarcação da guarda costeira grega e um barco de imigrantes ao largo da ilha de Chios, no mar Egeu. O acidente ocorreu perto da costa da ilha, junto à Turquia, ainda sem detalhes oficiais sobre as circunstâncias.
A guarda costeira informou que 25 migrantes foram resgatados e encaminhados para um hospital em Chios, assim como dois agentes ficaram feridos. Ainda não é conhecido o número de ocupantes da lancha envolvida na colisão.
A operação de busca e salvamento envolve quatro embarcações, um helicóptero da força aérea e um barco privado com mergulhadores, sem que tenha sido divulgado o total de desaparecidos. Entre os feridos constam sete crianças e uma mulher grávida, segundo a ERT e a ANA.
De acordo com a ERT, a colisão envolveu uma lancha da polícia portuária que já tinha avistado o barco de migrantes perto da costa de Chios. Os avisos sonoros foram acionados, enquanto o barco dos migrantes tentou escapar, descreveu a mesma fonte.
Este incidente sucede a um naufrágio próximo a Creta no início de dezembro, que deixou 17 mortos e 15 desaparecidos, com apenas duas pessoas a sobreviver. A ONU mantém dados sobre mortes e desaparecimentos frequentes em rotas do Mediterrâneo.
O ACNUR tem destacado, em relatórios, que milhares de pessoas continuam a tentar atravessar o Mediterrâneo e as rotas africanas, enfrentando riscos elevados. A Grécia é um ponto de entrada estratégico na UE para quem foge de conflitos e pobreza.
A região tem visto endurecimento de políticas migratórias pela UE, com reformas recentes voltadas para deportações e detenções. O debate sobre migração permanece intenso entre os Estados-membros, influenciado pelos fluxos migratórios na última década.
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