- O Ministério Público acusa quatro jovens influencers, com idades entre 19 e 21 anos, de violação agravada e de 27 crimes de pornografia de menores, envolvendo uma menor de 16 anos em Loures, a 12 de fevereiro de 2025.
- O encontro começou num jardim público com consentimento para relações sexuais e para a gravação das imagens; o consentimento terá terminado quando o grupo se deslocou para um espaço fechado, onde, alegadamente, ocorreu a violação por dois arguidos, com os restantes coautores a/d contribuírem para a restrição da liberdade da menor.
- As ações foram gravadas e partilhadas nas redes sociais; um vídeo terá ultrapassado as 32 mil visualizações no TikTok antes de ser removido.
- A investigação, conduzida pela Polícia Judiciária, baseia-se em depoimentos da vítima e da mãe, em exames médico-legais e na análise de conteúdos digitais apreendidos nos telemóveis dos suspeitos; o TikTok colaborou na investigação.
- Um arguido confirmou o encontro em tribunal, negando a prática da agressão sexual; outro já tinha admitido, em entrevista a um canal na internet, que “Ela não ficou fixe.”
O Ministério Público (MP) deu acusação formal a quatro jovens “influencers”, com idades entre 19 e 21 anos, pela prática de violação agravada e de 27 crimes de pornografia de menores. A vítima é uma menor de 16 anos, e os factos ocorreram em Loures, a 12 de fevereiro de 2025. A acusação foi tornada pública esta terça-feira pelo Expresso.
Segundo o MP, o encontro começou num jardim público, onde a menor consentiu manter relações sexuais e autorizou a gravação das imagens. Esse consentimento acabou por cessar, quando o grupo seguiu para um espaço fechado atrás de um prédio.
A acusação sustenta que, nesse local, a vítima quis sair, mas foi impedida pelos arguidos. Dois deles teriam praticado a violação, enquanto os restantes seriam coautores, por contribuírem para a restrição da liberdade da menor.
As imagens foram registadas em vídeo e depois partilhadas online. Um dos vídeos terá ultrapassado as 32 mil visualizações no TikTok antes de ser removido, sem que as autoridades fossem avisadas na altura.
A investigação, conduzida pela Polícia Judiciária, baseia-se nos depoimentos da vítima e da mãe, em exames médico-legais realizados no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, e na análise de conteúdos digitais apreendidos aos suspeitos. O TikTok colaborou com as autoridades.
Um dos arguidos confirmou o encontro com a vítima em declarações ao juiz de instrução, mas negou qualquer agressão sexual. Numa entrevista anterior, antes de ser detido, outro investigado afirmou que a vítima não estava num estado adequado.
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