- A Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental apreendeu 150 sacos de carvão vegetal fruto de exploração ilegal de florestas, na cidade e província de Maputo, Moçambique.
- O transporte ocorreu sem a devida documentação legal e a viatura foi intercetada durante ações de fiscalização florestal de rotina.
- Os ocupantes da viatura abandonaram o veículo e fugiram no momento da interpelação.
- A agência reitera o compromisso de proteger os recursos florestais e de combater a exploração ilegal de produtos florestais.
- O país estima perder cerca de 500 milhões de dólares por ano em práticas insustentáveis no setor florestal, segundo o Forest Stewardship Council (FSC).
Dois a 150 sacos de carvão vegetal foram apreendidos na cidade e província de Maputo, no âmbito de ações de fiscalização florestal. A viatura pesada foi intercetada pela Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental sem a devida documentação legal, configurando uma operação de natureza ilegal. Os ocupantes da viatura fugiram e abandonaram o veículo na via pública.
A operação ocorreu numa manhã de terça-feira, durante fiscalizações rotineiras do sector ambiental. A agência reforçou o compromisso de proteger os recursos florestais e de combater a exploração e comercialização ilegal de produtos florestais em todo o território.
Contexto e indicadores nacionais
Em dezembro, a Lusa informou que Moçambique perde de forma estimada cerca de 500 milhões de dólares por ano devido a práticas insustentáveis no setor florestal, incluindo exploração madeireira ilegal e agricultura de corte e queima, segundo o Forest Stewardship Council (FSC).
Segundo o FSC, o setor florestal sustenta milhões de moçambicanos que vivem ruralmente através da madeira, do carvão vegetal, do emprego e de outras atividades ligadas às florestas. A notícia reforça a necessidade de medidas firmes para impedir a degradação ambiental.
Perspetiva institucional
Em agosto de 2024, o Procurador-Geral de Moçambique afirmou a intenção de substituir discursos por ações, anunciando medidas punitivas contra fiscais e entidades envolvidas no desflorestamento e na exploração ilegal de recursos naturais.
Recorde-se que, no ano anterior, o Governo já sinalizava a contratação de centenas de fiscais para reforçar a fiscalização em portos, postos fronteiriços e áreas de conservação, numa tentativa de intensificar o controlo ambiental.
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