- Pelo menos três pessoas morreram no início do ano após terem telefonado ao INEM à espera de socorro.
- O presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, afirmou que o caso no Seixal de um homem de 78 anos não é o espelho do serviço; o espelho são as 4.500 chamadas atendidas diariamente e as 4.500 pessoas ajudadas.
- O homem no Seixal aguardou perto de três horas; houve um aumento das chamadas diárias de 4.500 para mais de 5.500 devido a um pico de infeções respiratórias.
- O INEM explicou que os atrasos se devem à falta de meios e à retenção de macas nos serviços de urgência; reforçou que todas as ambulâncias disponíveis na margem sul foram contratualizadas com a Liga dos Bombeiros.
- O Ministério Público abriu um inquérito ao caso do Seixal; a Inspeção-Geral de Atividades em Saúde também avançou com inquéritos, e o INEM iniciou auditorias internas, defendendo uma refundação para corrigir falhas estruturais.
O INEM reiterou que o caso do homem de 78 anos que morreu no Seixal, à espera de socorro, não representa o espelho do serviço. A afirmação surge após o instituto ser questionado sobre falhas no atendimento pré-hospitalar.
Pelo menos três óbitos ocorreram no início do ano após chamadas para o INEM, quando os meios de socorro não chegaram a tempo. O Seixal, Tavira e Sesimbra foram os locais mencionados pela entidade.
O presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, afirmou na comissão de Saúde que a procurada melhoria não depende apenas de tempo, mas de um sistema “feito por pessoas e para pessoas”, reconhecendo dias de maior pressão. A subida das chamadas coincidiu com um pico de infeções respiratórias, aumentando a média diária de 4.500 para mais de 5.500.
Contexto de serviço
O responsável sublinhou que, com mais chamadas, aumenta a pressão sobre recursos humanos e ambulâncias disponíveis. A Liga dos Bombeiros foi mobilizada para reforçar a margem sul, e todas as ambulâncias disponíveis lá foram contratualizadas para responder às necessidades.
Investigação em curso
Para apurar as ocorrências, o Ministério Público abriu um inquérito relacionado com a morte no Seixal. A IGAS também iniciou auditorias internas. O INEM informou estar a implementar uma “refundação” do sistema, apontando falhas estruturais antigas que exigem melhorias.
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