- A Guiné-Bissau lamentou que a CPLP ainda não tenha enviado uma missão de bons ofícios ao país desde o golpe de 26 de novembro de 2025.
- O Governo de transição está suspenso da CPLP e foi substituído na presidência pela Timor-Leste, condicionando o levantamento das medidas à libertação de presos políticos e à normalização constitucional.
- O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Bernardo Vieira, disse que a Guiné-Bissau está a cumprir as recomendações da CEDEAO, ao contrário da CPLP, que não fez qualquer presença no terreno.
- O ministro criticou a posição da CPLP relativamente ao golpe parlamentar em São Tomé e Príncipe, defendendo que a instituição tem dois pesos e duas medidas.
- Mantêm-se as portas abertas ao diálogo com a União Africana e as Nações Unidas, com a Guiné-Bissau a assegurar que as relações com a União Europeia e Portugal permanecem, sem afetar.
A Guiné-Bissau lamentou que a CPLP ainda não tenha enviado uma missão de bons ofícios desde o golpe de 26 de novembro de 2025. O Governo de transição, nomeado pelos militares, mantém-se suspenso da organização, que o designou como presidente Timor-Leste, condicionado à libertação de presos políticos e à normalização constitucional.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Bernardo Vieira, afirmou que o país está a cumprir as recomendações das organizações das quais faz parte, incluindo a CEDEAO. A CPLP não enviou missão de bons ofícios; a CEDEAO já enviou várias ao terreno.
A diplomacia guineense acusa a CPLP de ter dois pesos e duas medidas, citando a destituição da presidente do parlamento de São Tomé e Príncipe como exemplo de tratamento diferente. Bissau aguarda uma posição da CPLP sobre o que considera um golpe palaciano em São Tomé.
Vieira afirmou que o país deixou de estar sob o espírito da organização por respeito à soberania. A Guiné-Bissau aponta que a CEDEAO manteve uma atuação positiva, com visitas ao país e cumprimento de recomendações sem ambiguidades.
Segundo o ministro, os detidos foram libertados, as tropas da CEDEAO mantêm-se fora de território guineense e há abertura para incorporar individualidades num governo inclusivo. As recomendações da CEDEAO estão integralmente respeitadas.
O Governo reiterou disponibilidade para dialogar com a União Africana e as Nações Unidas, mantendo o multilateralismo. A Guiné-Bissau sustenta que organizações internacionais não são tribunais de justiça, mas espaços de responsabilidades partilhadas entre estados.
Sobre relações externas, Vieira indicou que as vias com a União Europeia permanecem ativas e que projetos existentes podem prosseguir. Quanto a Portugal, garantiu que as relações permanecem positivas e não devem ser afetadas pela situação atual.
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