- A depressão Kristin causou danos em mais de 50 monumentos nacionais, com equipas a avaliar necessidades no terreno.
- O Governo estima cerca de 20 milhões de euros para intervenções de recuperação, com possibilidade de reforços através do Fundo de Salvaguarda do Património Cultural.
- Em Tomar, o Convento de Cristo é um dos edifícios mais afetados; a Charolinha da Mata dos Sete Montes ficou destruída, com custos superiores a meio milhão de euros e intervenção prevista por cerca de um ano.
- O Mosteiro da Batalha deve exigir investimento superior a um milhão de euros; em Ourém verificam-se danos no telhado, com apoio técnico assegurado.
- O presidente da Câmara de Tomar descreveu a situação como devastadora, e as equipas já trabalham na desobstrução de vias, reparação de telhados e restabelecimento de água e energia.
A depressão Kristin deixou marcas em mais de 50 monumentos nacionais, com danos que levam o Governo a estimar um investimento de cerca de 20 milhões de euros para intervenções de recuperação. As equipas de Museus e Monumentos de Portugal e do Património Cultural – Instituto Público já procedem a avaliações nos locais afetados, e o caderno de encargos pode evoluir conforme o levantamento avança.
Entre os locais mais afetados, o Convento de Cristo, em Tomar, surge como um dos equipamentos culturais mais atingidos. Acompanhada por técnicos, a ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, visitou vários pontos do território, incluindo Ourém e a Batalha, para acompanhar a ação de mitigação e as primeiras intervenções de proteção.
No conjunto de Tomar, a destruição da Charolinha da Mata dos Sete Montes é uma das situações mais graves, com danos que poderão exceder 750 mil euros. A administração municipal descreveu a situação como devastadora, com a mata encerrada ao público devido ao risco de novas quedas de árvores.
A avaliação preliminar aponta para um custo superior a meio milhão de euros apenas para a Charolinha, enquanto o Convento de Cristo estaria estimado em cerca de 250 mil euros, segundo as primeiras estimativas das equipas técnicas. A confirmação de números oficiais depende de recolha contínua de dados no terreno.
As equipas conseguiram mitigar danos imediatos em alguns locais, no caso de vitrais danificados e infiltrações de chuva. O esforço concentrado visou impedir agravamento de estragos enquanto se organiza a recuperação estrutural e contemplam-se medidas de drenagem e reforço de estruturas afetadas.
O Mosteiro da Batalha aparece entre os locais com maiores necessidades de intervenção, com a gestão pública a avançar que o montante global pode exceder um milhão de euros apenas para este monumento. Em Ourém, o município recebe apoio técnico face a danos significativos, incluindo o colapso parcial do telhado de equipamento municipal.
O presidente da Câmara de Tomar descreveu o cenário na Mata dos Sete Montes como devastador, com árvores derrubadas a obstruir caminhos e acesso a áreas de interesse, incluindo o Convento de Cristo. As autoridades locais asseguram que os trabalhos de desobstrução, limpeza e reparação de telhados prosseguem, com foco também no restabelecimento de água e energia elétrica.
A responsável pela visita, Andreia Galvão, diretora do Convento de Cristo, referiu a destruição de um vitral e o desprendimento de duas gárgulas, mas sublinhou que o principal impacto advém das árvores em redor do conjunto monumental, exigindo ações coordenadas de proteção e recuperação.
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