- Os Estados Unidos enviaram uma “pequena equipa” de militares para a Nigéria para reforçar a cooperação na luta contra o terrorismo, segundo o Comando dos Estados Unidos para a África (Africom).
- Washington decidiu reforçar a cooperação após pressões diplomáticas sobre Abuja, com a equipa a trazer competências únicas para apoiar os esforços da Nigéria.
- O Africom já tinha indicado que aumenta entregas de material e partilha de informações no âmbito da estratégia contra o grupo Estado Islâmico (EI), com foco no norte e nordeste do país.
- No dia de Natal, os Estados Unidos realizaram ataques aéreos contra alvos do EI no estado de Sokoto.
- A Nigéria enfrenta violência de grupos como Boko Haram e ISWAP, num país dividido entre norte muçulmano e sul cristão, com a cooperação militar a visar combater os terroristas.
Os Estados Unidos enviaram uma pequena equipa militar para a Nigéria, país afetado pela violência extremista, num movimento confirmado pelo Comando dos EUA para África (Africom). A iniciativa inclui ataques aéreos realizados em dezembro.
O anúncio ocorreu após as duas nações decidirem reforçar a cooperação militar, numa resposta às pressões diplomáticas de Washington junto de Abuja, onde fica o poder central. O objetivo é intensificar a luta contra grupos armados.
O general Dagvin R. M. Anderson afirmou numa conferência de imprensa virtual que a equipa americana traz competências específicas para reforçar os esforços da Nigéria, sem detalhar a natureza das atividades.
O Africom já tinha dito à AFP, no final de janeiro, que o Exército dos EUA aumentava o fornecimento de material e o intercâmbio de informações como parte de uma estratégia contra o grupo Estado Islâmico (EI) no país.
No Natal, os EUA realizaram ataques a alvos do EI no estado de Sokoto, maioritariamente no noroeste, com o apoio focalizado também no nordeste do país, onde Boko Haram e ISWAP têm causado violência desde 2009.
A Nigéria permanece dividida entre regiões no norte, dominadas pela fé muçulmana, e no sul, com maioria cristã, num país de população heterogénea que enfrenta tensão religiosa de longa data.
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