- Pequeno grupo de cristãs e cristãos de diversas comunidades publicou uma carta aberta contra o uso do cristianismo como instrumento de poder político e de exclusão.
- A carta comenta a passagem de André Ventura à segunda volta das presidenciais e vê no voto em António José Seguro um horizonte de fraternidade e diálogo.
- Rejeita a ideia de uma “civilização cristã” ou de “raízes cristãs de Portugal” que imponha isolamento, defendendo um cristianismo que floresça na diversidade cultural.
- Critica retóricas que usam a fé para fronteira cultural e agenda nacionalista, lembrando que Jesus acolhe o estrangeiro e prega misericórdia.
- A carta é assinada por várias pessoas de áreas distintas, incluindo Catarina Sá Couto e Luís Carlos Baptista, entre outros.
Em contexto de eleições presidenciais, um grupo de cristãos de diversas comunidades lançou uma carta aberta contra o uso do cristianismo como instrumento de poder político. A manifestação reúne cristãos de várias igrejas que afirmam não se reverem na ideia de um “país cristão”.
A carta denuncia a retórica que transforma a fé numa ferramenta de domínio e de exclusão. O documento refere a passagem de André Ventura à segunda volta e assinala a mobilização de movimentos cívicos que defendem António José Seguro como o único horizonte de fraternidade e diálogo.
Os signatários recusam a noção de uma civilização cristã imposta culturalmente. Defendem um cristianismo que seja fermento dentro de culturas diversas, aberto à convivência com outras religiões e a uma leitura plural do mundo.
A lista de responsáveis pela carta inclui: Catarina Sá Couto, Joao Maria Carvalho, Luís Carlos Baptista, Maria Ressano Garcia, Mariana Sá Couto, Pedro Franco, Pedro Silva Rei e Sónia Monteiro, entre outros.
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