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Defesa sólida necessária para manter relações transatlânticas

Costa defende defesa europeia mais forte para preservar as relações transatlânticas face a tensões globais e maior autonomia estratégica da UE

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  • O presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse que uma defesa europeia mais forte é essencial para preservar as relações transatlânticas.
  • As declarações foram feitas durante a apresentação do anuário fotográfico de Costa, em Bruxelas, ao agência Ansa.
  • Costa afirmou que não são necessários 27 grandes exércitos, mas sim 27 Estados-Membros a contribuir para a defesa comum da UE, com maior interoperabilidade e padronização.
  • Desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025, as relações UE-EUA têm-se mantido aliadas, mas com fricções em comércio, subsídios industriais e prioridades geopolíticas.
  • A UE procura afirmar uma maior autonomia estratégica, mantendo a cooperação com os Estados Unidos na NATO e na ajuda à Ucrânia, face a tensões e preocupações com protecionismo.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou hoje que uma defesa mais forte da União Europeia é essencial para preservar as relações transatlânticas. A declaração foi feita em Bruxelas, durante a apresentação do seu anuário fotográfico no Instituto Italiano de Cultura.

Costa explicou que não é necessário ter 27 grandes exércitos, mas sim 27 Estados-Membros a contribuir para a defesa comum da UE. Defendeu maior complementaridade, padronização e interoperabilidade entre os países.

O discurso ocorre em meio a tensões entre EUA e UE desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025. Privilegiam-se a NATO e o apoio à Ucrânia, mas existem fricções em política comercial, subsídios e regulação tecnológica.

Contexto atual

A UE procura reforçar a autonomia estratégica sem abandonar a aliança com os Estados Unidos. Costa sublinhou a importância de uma defesa europeia mais coesa para enfrentar o cenário geopolítico global.

Desde 1 de dezembro de 2024, Costa lidera o Conselho Europeu por um mandato de dois anos e meio, sendo o primeiro socialista e o primeiro português no cargo.

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